França foca na atração de investimentos brasileiros

S O PAULO, 1 de setembro de 2010 - Um mês após a instalação do primeiro escritório da Agência Francesa para os Investimentos Internacionais (AFII) no Brasil, o presidente da entidade e embaixador, David Appia, veio ao País para intensificar os trabalhos da agência, no sentido de mostrar às empresas brasileiras que "a França é melhor destino para os investimentos externos brasileiros". "Queremos mostrar que a França oferece facilidades para o sucesso destes investimentos. Temos ações atrativas, estamos investindo para o futuro", ressaltou Appia.

"O Brasil é hoje, mais do que nunca, um importante ator da economia mundial. Este é o momento certo para as empresas brasileiras fincarem bandeira em mercados internacionais", complementou. Por sua vez, François Removille, diretor geral da AFII no Brasil acrescentou que "o País se recuperou muito rapidamente da crise econômica. Por isso o interesse francês em atrair negócios brasileiros é muito forte".

Segundos os executivos, neste ano, o foco da agência - que faz parte do Ministério da Economia da França - será o potencial dos países emergentes do Bric - composto por Brasil, Rússia, Índia e China. Até o final deste ano deverão ser abertos escritórios da agência na Índia e na China. E simultaneamente a instalação no Brasil, também foi aberto um escritório na Turquia.

Appia destacou que desde 2007 o governo francês tem acelerado o ritmo das reformas favoráveis às empresas, em questões tributárias, trabalhistas e de incentivos às novas tecnologias. Além disso, a França vem desenvolvendo um plano de estímulo econômico focado em pontos como: infraestrutura, tecnologias verdes e facilidades para pequenas empresas.

"Estamos abertos para todos os segmentos industriais, empresas pequenas, médias ou grandes. Não temos um setor foco, somos receptivos a todos", disse Appia, acrescentando que as empresas brasileiras que optaram por investir na França, como Vale, Natura e Embraer, têm tido retorno muito positivo.

A França é a quinta economia mundial e a segunda potência econômica da Europa. Em 2009 o país foi o terceiro destino mundial e o primeiro europeu dos investimentos estrangeiros, com fluxo de entrada no país de US$ 60 bilhões.

(Carina Urbanin - Agência IN)