Exportação de embalagens se recupera 15% no 1º semestre

S O PAULO, 31 de agosto de 2010 - As embalagens exportadas pela indústria brasileira no primeiro semestre deste ano somaram US$ 184,6 milhões, valor 15% superior ao apurado no mesmo período do ano passado, quando houve retração de 43%, segundo dados divulgados hoje pela Associação Brasileira de Embalagens (Abre). Ante o primeiro semestre de 2008, as exportações recuaram 34% de janeiro a junho de 2010. "É visível que o setor encontra dificuldades para se reposicionar no mercado internacional", disse Salomão Quadros, coordenador de Análises Econômicas da Fundação Getúlio Vargas (FGV), acrescentando que essa parece uma tendência para os próximos anos.

Ainda contra o primeiro semestre do ano passado, dois segmentos registraram expansão nas exportações: plástico (34,12%) e papel/papelão (28,51%). Os demais segmentos mentiveram-se em queda: metálicas (-7,20%), vidro (-18,17%) e madeira (11,06%).

Em sentido oposto, as importações tiveram acréscimo de 57% no primeiro trimestre deste ano, na comparação com o mesmo período de 2009. Ante 2008, a alta é de 51,37%. "As importações aparecem com força considerável neste ano. É possível constatar que há uma mudança permanente no setor", afirmou. O setor de vidros lidera nas exportações, com acréscimo de 122% no semestre, seguido por matálicas, com 108%, papel/papelão, com alta de 50% e plástico, com avanço de 34%.

"Apesar dessa invasão das exportações, ainda não há motivo para preocupação, já que elas correspondem a menos de 3% do produzido no País", considerou Quadros. No entanto, alertou: "A questão é que este é um problema em evolução. Agora que o País está bastante aquecido, com economia forte, ninguém se preocupa com isso. Pode ser que futuramente o cenário mude. De qualquer forma, não há razão para pensarmos em desindustrialização do setor."

(Carina Urbanin - Agência IN)