Estado de São Paulo proíbe queima da palha da cana

S O PAULO, 23 de agosto de 2010 - A prefeitura de Ribeirão Preto, no norte paulista, decretou a suspensão da queima da palha da cana-de-açúcar a partir desta segunda-feira. A Secretaria de Meio Ambiente do Estado de São Paulo já tinha decretado a proibição da queima da palha das 6 horas às 20 horas desde 1° de junho. A medida vai vigorar até 30 de novembro e se deve ao período de estiagem, quando o ar apresenta menor umidade.

A proibição se refere à queima como método preparatório para a colheita de cana-de-açúcar no interior paulista. A decisão é da 2ª Turma do Superior Tribunal de Justiça, que tomou a decisão a partir de Ação Civil Pública ajuizada pelo Ministério Público estadual com o objetivo de proteger o meio ambiente e a saúde dos trabalhadores que fazem o corte da planta. A mais recente proibição agrega alguns municípios do interior de São Paulo.

Mesmo assim, a cidade de Barretos, também no norte paulista, ainda permite a queima da palha até que haja uma manifestação judicial sobre a proibição, segundo informações da Cetesb.

É importante lembrar que as queimadas, seja qual for sua origem, são agravadas pelo tempo seco. O número de focos de calor pode variar de ano para ano. De acordo com informações do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, o INPE, apenas nas últimas 24 horas já forma registrados 11.721 focos em todo Brasil. Entre os principais Estados atingidos está o Mato Grosso com 3.854 e o Pará com 3.380 focos.

A Secretaria Nacional de Defesa Civil considera estado de atenção quando a taxa de umidade relativa do ar fica abaixo dos 30%. Abaixo dos 20% é considerado estado de alerta e abaixo dos 12% é considerado estado de emergência.

De acordo com a SOMAR Meteorologia, os baixos índices de umidade, além de prejudicar o meio ambiente, também podem causar diversos problemas na saúde da população.

(Redação - Agência IN)