Dólar inverte posição e sobe 0,51%

S O PAULO, 23 de agosto de 2010 - Após iniciar a semana com desvalorização a moeda norte-americana inverte posição e passa a sinalizar alta de 0,51%, cotada a R$ 1,766 para venda. A maior aversão ao risco estimula alta divisa.

Segundo operadores, o mercado de câmbio doméstico acompanha o humor dos investidores no exterior, no entanto, o movimento do dólar pode ser parte de uma correção técnica. "As incertezas em relação à economia norte-americana e o temor de uma intervenção mais forte do Banco Central (BC) no câmbio são fatores que pressionam o dólar para cima", avalia um dos operadores.

Vale ressaltar que os players continuam acompanhando e repercutindo a polêmica da capitalização da Petrobras. O ministro da Fazenda, Guido Mantega, afirmou na semana passada que a capitalização da companhia está mantida para setembro. Hoje, deve ser definido o preço final do barril de petróleo, que será utilizado no processo de cessão onerosa à estatal.

Na agenda do dia, os agentes financeiros avaliaram o boletim Focus informando que a projeção para a taxa de câmbio em 2010 foi finalizada em R$ 1,80, e para 2011 o prognóstico permaneceu pela sexta vez a R$ 1,85.

O Banco Central informou nesta manhã que o balanço de pagamentos do Brasil registrou superávit de US$ 1,8 bilhão em julho deste ano e a dívida externa total brasileira estimada para julho deste ano somou US$ 235 bilhões, com elevação de US$ 10,2 bilhões em relação à posição estimada para o mês anterior.

No front externo, foi revelado que o Índice Gerente de Compras (PMI, sigla em inglês) do setor de serviços da zona do euro caiu para 55,6 pontos em agosto deste ano, ante 55,8 pontos de julho. E o PMI da indústria recuou para 55,0 pontos, frente 56,7 pontos do mês anterior. Outro dado importante veio do índice da atividade manufatureira de Chicago que retornou à sua média histórica de zero em julho, ante -0,70 ponto em junho.

André Prefeito, economista da Gradual Corretora avalia que as economias avançadas vão apresentar um crescimento modesto nos próximos meses e não há - por ora - nada o que se possa fazer uma vez que os governos destes países já chegaram ao limite da ação fiscal e monetária anti-cíclicas.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)