Dívida mobiliária federal recua para R$1,509 bilhão em julho

S O PAULO, 26 de agosto de 2010 - A dívida mobiliária federal, fora do Banco Central, avaliada pela posição de carteira, totalizou R$1.509,1 bilhões (44,7% do PIB) em julho, registrando decréscimo de R$7,4 bilhões em relação ao mês anterior. O resultado refletiu resgates líquidos de R$21,1 bilhões, decréscimo de R$0,3 bilhão em razão da apreciação cambial e incorporação de juros de R$14 bilhões. Os dados foram divulgados hoje pelo Banco Central (BC).

Destacaram-se as emissões líquidas de R$3,3 bilhões em LFT e de R$3,6 bilhões em NTN-B; e os resgates de R$5,6 bilhões em LTN, de R$20,5 bilhões em NTN-F e de R$1,8 bilhão em NTN-C.

A participação por indexador registrou a seguinte evolução, em relação a junho: a porcentagem dos títulos indexados a câmbio permaneceu em 0,5%; a dos títulos vinculados à taxa Selic passou de 27,3% para 27,4%, em decorrência de emissões de LFT; a dos títulos prefixados reduziu-se de 28,6% para 27,3%, devido a resgates líquidos de LTN e NTN-F; e a dos títulos vinculados a índices de preços permaneceu em 23,9%. "Essas alterações foram compensadas pelas operações compromissadas, cuja participação evoluiu de 18,8% para 19,9%, no mesmo período", segundo o BC.

Ao final de julho, a estrutura de vencimento da dívida mobiliária em mercado era a seguinte: R$122,5 bilhões, 8,1% do total, com vencimento em 2010; R$313,7 bilhões, 20,8% do total, com vencimento em 2011; e R$1.072,9 bilhões, 71,1% do total, vencendo a partir de janeiro de 2012.

(Redação - Agência IN)