O payroll deu a tônica do dia nos principais mercados globais, colaborando para que diminuíssem os temores e começassem as especulações a respeito da retomada mais consistente do crescimento da economia norte-americana. Em Nova York, o receio quanto a um duplo mergulho (ocasião em que uma economia que se recupera de uma crise observa nova retração), pelo menos momentaneamente, dissipou-se.
A economia norte-americana cortou 54 mil vagas em agosto, segundo dados ajustados de variações sazonais. Mesmo com a queda, o mercado previa o corte de 120 mil postos. Em média, o emprego caiu nos EUA pelo terceiro mês consecutivo, mas o setor privado manteve a trajetória ascendente de criação de postos de trabalho, como ocorre a cada mês desde o início do ano, registrando 67 mil contratações.
"Apesar da retração, houve contratações no setor privado. Os investidores estão prestando atenção nesse quesito, mais uma vez, por que novos postos de trabalho no setor privado sugerem que o empresariado voltou a acreditar na economia", afirma Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos.
Assim como estava previsto, a taxa de desemprego subiu 0,1 ponto percentual em agosto, para 9,6%, seu nível mais alto desde maio de 2010. "Em termos gerais, os dados colaboraram para melhorar as expectativas futuras", avalia Gustavo Hon, analista da Um Investimentos.
Não foram apenas os investidores que comemoraram os dados. O presidente Barack Obama afirmou pouco após o anúncio que a notícia positiva refletia os passos do país para sair da recessão. "Mas não é suficientemente boa", completou.
Na sessão pré-feriado de Dia do Trabalho (6 de setembro), os setores de finanças, tecnologia e industrial se destacaram no Dow Jones e no Nasdaq. Apenas a construção pesada e o segmento de materiais para construção observaram perdas no dia.
Pela manhã, também foi informado que a atividade do setor de serviços dos Estados Unidos recuou para 51,5 pontos em agosto de 2010, enquanto no mês anterior o indicador estava em 54,3 pontos.
(Sérgio Vieira - Agência IN)