Confiança da indústria cai em 0,6% em agosto

S O PAULO, 31 de agosto de 2010 - O Índice de Confiança da Indústria (ICI) reduziu-se em 0,6% entre julho e agosto de 2010, ao passar de 113,6 para 112,9 pontos, considerando-se dados com ajuste sazonal, segundo informou hoje a Fundação Getúlio Vargas (FGV).

Esta foi a terceira queda consecutiva do índice, que iniciou trajetória de suave declínio a partir de março deste ano, mês em que atingira 116,5 pontos, o segundo maior nível histórico, superado apenas pelo recorde de 116,9 pontos de novembro de 2007. Embora seja ainda elevado em termos históricos, o ICI de agosto é o menor desde novembro de 2009.

O Índice da Situação Atual (ISA) recuou 1,4%, para 115,1 pontos, o menor nível desde fevereiro de 2010, ficando 3,4 pontos abaixo da média do período pré-crise internacional (julho de 2007 a junho de 2008). Já o Índice de Expectativas (IE), avançou 0,3%, após duas reduções consecutivas, ao passar de 110,4 para 110,7 pontos. Pelo décimo mês consecutivo, o índice mantém-se acima do patamar médio pré-crise, de 109,8 pontos.

Dentre os componentes do índice de confiança que retrata o momento atual, destaca-se o equilíbrio do nível dos estoques industriais. Em agosto, a proporção de empresas que avaliam o nível de estoques como excessivo ficou em 7,5% do total, mesmo percentual das que o consideram insuficiente. Em julho, estes percentuais haviam sido de 5,6 % e 7%, respectivamente.

As expectativas em relação aos meses seguintes tornaram-se ligeiramente mais otimistas em agosto, após dois meses de piora. No caso do quesito que procura antecipar a tendência para a produção no trimestre seguinte, houve diminuição de frequência nos dois extremos: das 1.173 empresas consultadas, 43,7% preveem aumento do volume de produção no trimestre agosto-outubro (44,5% em julho) e 12,1%, redução (contra 13,4%).

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada da indústria (NUCI) reduziu-se de 85,1% para 84,9% entre julho e agosto, número idêntico ao registrado em maio passado. A média do trimestre junho-agosto de 2010, de 85,2%, supera a média do primeiro trimestre deste ano (84,0%), período que a atividade industrial estava aquecida, mas é inferior à média dos doze meses anteriores à crise internacional, de 85,8%.

(Redação - Agência IN)