Condições de renda e emprego continuam aquecidas

S O PAULO, 26 de agosto de 2010 - As condições para o consumo das famílias permanecerão robustas no segundo semestre deste ano. Sem dúvidas, a renda será um dos determinantes mais importantes para segurar a demanda em nível elevado, ainda mais quando esperamos que os dissídios programados para a segunda metade do ano sigam fortes, avalia o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos do Bradesco.

Segundo dados publicados hoje pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) a taxa de desocupação brasileira de julho deste ano recuou para 6,9%, a menor para o mês desde o início da série da pesquisa iniciada em março de 2002, ficando estatisticamente estável frente a junho (7,0%) e caindo 1,1 ponto percentual em relação ao registrado em julho de 2009 (8,0%). Já, em termos dessazonalizados pela equipe econômica do Bradesco, a desocupação de julho ficou em 6,6%, também recuando em relação ao mês anterior (7,1%).

Contribuindo para este resultado, observamos um crescimento da população ocupada de 3,2% em julho em relação ao mesmo mês do ano passado, ante alta de 3,5% em junho. A população economicamente ativa (PEA), por sua vez, praticamente manteve o ritmo de crescimento de junho, ao se elevar 2,1% na comparação interanual.

Já os indicadores da renda do trabalhador merecem destaque nessa divulgação, dada a aceleração do ritmo de expansão em julho. Na comparação com o mesmo mês do ano anterior, o rendimento médio habitual registrou elevação de 5,1% em termos reais para R$ 1.452,50, frente a um crescimento menor, de 3,4% no mês anterior.

Para os consultores da LCA diante dos dados sobre emprego e renda no Brasil o colegiado do Banco Central (BC) deve optar por uma nova elevação de 0,50 ponto percentual na taxa Selic, fixada em 10,75% ao ano, na reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) da próxima semana. Por outro lado, esses profissionais admitem que há chances de manutenção.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)