China traz viés positivo ao dia

S O PAULO, 1 de setembro de 2010 - A divulgação de que o Índice Gerente de Compras (PMI, na sigla em inglês) da indústria da China avançou de 51,2 pontos em julho para 51,9 pontos em agosto foi recebida com otimismo pelo mercado nesta quarta-feira. Nem mesmo os dados fracos divulgados na Europa foram suficientes para desanimar o investidor.

No velho continente, hoje foi revelado que as vendas nos varejo alemão cresceram 2,4% em julho, em termos nominais e 0,8% em termos reais, em comparação ao mesmo período no ano passado. Já o PMI da indústria do país desacelerou para 58,3 pontos no mês de agosto, ante 61,2 pontos de julho. No zona do euro, o mesmo indicador marcou 55,1 pontos em agosto, contra 56,7 pontos do mês anterior.

"O dado da indústria da China traz alívio ao mundo todo, mesmo que momentâneo", avaliou Mitsuko Kaduoka, analista de investimentos da Indusval Corretora. Em meio ao cenário, os principais índices acionários da Europa operaram em alta nesta. Há pouco, o índice FTSE-100, de Londres, tinha alta de 1,41% aos 5.298 pontos. O CAC-40, de Paris, avançava 2%, aos 3.560 pontos e o DAX, de Frankfurt, ganhava 1,14% aos 5.994 pontos.

Na Ásia também prevaleceu o movimento comprador. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 subiu 1,17%, para 8.927,02 pontos. Em Seul, o índice Kospi cresceu 1,26%, para 1.764,69 pontos, e em Hong Kong, o índice Hang Seng avançou 0,43%, para 20.623,83 pontos. Já em Xangai, a bolsa local contrariou a tendência da região, o índice Xangai Composto recuou 0,60%, para 2.622,88 pontos.

Merece destaque também a divulgação de indicadores nos Estados Unidos. Logo cedo foi revelado que os pedidos de hipotecas no país cresceram 2,7% na semana encerrada em 27 de agosto de 2010 (sazonalmente ajustados), em relação à semana anterior. E foram cortados 10 mil postos de trabalho no país, contra expectativa do mercado pela indicação de criação entre 13 mil e 20 mil vagas.

Internamente, destaque para a reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC). Para Mitsuko Kaduoka, a autoridade monetária manterá a taxa básica de juros inalterada em 10,75% ao ano. "Já foi acordado redução de 10% no preço do minério de ferro para o último trimestre de 2010, com isso o IGP-M deve voltar a recuar e não terá razão para elevar a Selic", afirmou a analista.

Ela completou que outro evento de peso no dia será a reunião em torno da Petrobras, quando poderão ser enfim definidos o preço do barril de petróleo que será vendido da União à estatal, além dos termos do processo de capitalização.

(Carina Urbanin - Agência IN)