Brasil precisa aumentar competitividade das empresas, diz CNI

S O PAULO, 24 de agosto de 2010 - O presidente em exercício da Confederação Nacional da Indústria (CNI), Robson Braga de Andrade, disse que a alternativa para melhorar a concorrência com os produtos importados não é proteger o mercado, mas dar condições de maior competitividade às empresas brasileiras. Tais condições, segundo ele, estão na menor carga tributária, infraestrutura adequada, taxas de juros e custos trabalhistas menores.

A afirmação foi feita nesta terça-feira, 24 de agosto, em entrevista ao programa Jornal da Manhã, da Rádio Jovem Pan. "Somos muito produtivos e competitivos dentro das fábricas, mas o ambiente de negócios no Brasil precisa melhorar muito", enfatizou Andrade.

"Temos de dar condições às nossas empresas de competir em igualdade de condições com empresas da China e de outros países que não têm custos com preservação do meio ambiente, compromisso com relações trabalhistas e obtêm financiamentos muitas vezes a juros negativos", afirmou. Conforme o diagnóstico do presidente em exercício da CNI, a concorrência das importações se acentuou pelo tamanho e pela demanda do mercado brasileiro.

Ele lembrou que as empresas brasileiras continuam a exportar impostos e, dessa forma, perdem competitividade no mercado externo. Defende, por isso, a desoneração das exportações. "A queda das exportações brasileiras, principalmente de produtos manufaturados, é muito preocupante. O comportamento da balança comercial está sinalizando um déficit importante para este ano", previu.

Mas, na avaliação de Andrade, o mercado interno terá um desempenho positivo. A possível estabilização da taxa de juros básica, a queda da inflação, a folga ainda existente na capacidade instalada da indústria, ora entre 82 e 83%, são alguns dos fatores que impulsionarão a economia neste segundo semestre.

Além desses fatores, a campanha eleitoral, destacou ele, não está influindo no comportamento da economia. "A economia brasileira está indo no rumo certo", sentenciou o presidente em exercício da CNI.

(Redação - Agência IN)