Bolsas fecham sem direção em dia de agenda fraca

S O PAULO, 23 de agosto de 2010 - Na ausência de notícias de peso mundo afora, as principais praças acionárias mundiais terminaram sem definir tendência. Enquanto na Europa o movimento comprador dominou, nos Estados Unidos e Brasil foram registradas perdas.

No velho continente, os índices acionários encerraram valorizados. O mercado reagiu com bom humor a indicadores econômicos positivos na região, como a melhora da atividade do setor de serviços alemão em agosto. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, cresceu 0,76%, aos 5.234 pontos. O CAC-40, de Paris teve valorização de 0,77%, aos 3.553 pontos e o DAX, de Frankfurt, subiu 0,10% aos 6.010 pontos.

E em Wall Street, o dia foi de baixas nas bolsas de valores. Isso porque, segundo analistas, as preocupações são de que a recuperação econômica norte-americana perca vigor nos próximos meses e com isso a aversão ao risco se intensificou. Ao final dos negócios, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average recuou 0,38%, aos 10.174 pontos. O S&P 500 teve desvalorização de 0,40%, aos 1.067 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq caiu 0,92%, aos 2.159 pontos.

Na Argentina, o Índice Merval, da Bolsa de Valores de Buenos Aires, registrou recuo de 2,88%, aos 2.368 pontos.

Já no Brasil, o Ibovespa encerrou o terceiro pregão seguido em queda, influenciado pelo ambiente cauteloso externo e também pelo comportamento negativo das ações da Vale. Os papéis da mineradora refletiram a notícia de que a companhia estaria interessada em participar do processo de consolidação do setor de fertilizantes. No fim do pregão, o índice acionário caiu 1,04%, aos 65.981 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 4,113 bilhões.

No mercado de renda fixa, a curva de juros futuros ficou praticamente estável no curto prazo, enquanto nos vencimentos mais longos caiu. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,68%. No câmbio, o dólar comercial subiu e acabou vendido a R$ 1,765.

Por último, nas commodities, os preços do petróleo no mercado internacional terminaram em baixa, diante do fortalecimento do dólar frente ao euro. O barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em setembro, caiu 1% para US$ 73,11 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento em outubro, recuou 0,8% cotado a US$ 73,69 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)