Bolsas de valores não definem tendência nesta quinta

S O PAULO, 26 de agosto de 2010 - As principais bolsas de valores mundiais não definiram tendência nesta quinta-feira. Apesar de um indicador positivo nos Estados Unidos, os receios em relação a recuperação econômica global aumentaram.

A informação de que os novos pedidos de auxilio-desemprego nos Estados Unidos caíram 31 mil na semana passada animou os investidores na parte da manhã, mas o movimento não se sustentou.

Na Europa, os índices acionários terminaram em terreno positivo. Os agentes repercutiram o dado do mercado de trabalho norte-americano e resultados trimestrais positivos como o da L'Oreal. O índice FTSE-100, de Londres, avançou 0,91% aos 5.155 pontos. O CAC-40, de Paris, cresceu 0,72%, aos 3.474 pontos e o DAX, de Frankfurt, ganhou 0,22% aos 5.912 pontos.

Já nos Estados Unidos, o dia foi de baixas nas bolsas de valores. Segundo analistas, os investidores estão preocupados com os números que serão divulgados amanhã. O mercado conhecerá o Produto Interno Bruto (PIB) revisado do segundo trimestre deste ano. As expectativas dos analistas apontam para uma revisão de alta de 2,4% para 1,4%. Ao final do pregão, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average 0,74%, aos 9.985 pontos. O S&P 500 teve desvalorização de 0,77%, aos 1.047 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq retraiu 1,07%, aos 2.118 pontos.

Na Argentina, o Índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, registrou retração de 0,42%, aos 2.321 pontos.

E no Brasil, o Ibovespa acompanhou o mau humor externo e finalizou com recuo de 1,44%, retornando ao patamar de 63 mil pontos. As blue chips Vale e Petrobras ajudaram a determinar o rumo do dia. O índice acionário desceu 1,44%, aos 63.867 pontos. O giro financeiro a bolsa terminou em R$ 5,471 bilhões.

Na renda fixa, a curva de juros futuros ficou praticamente estável no curto prazo, com os agentes digerindo a manutenção da taxa Selic no próximo encontro do Copom em 10,75% ao ano. Com isso, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,69. No câmbio, o dólar comercial caiu e acabou vendido a R$ 1,762.

E nas commodities, os preços do petróleo no mercado internacional subiram diante de um indicador positivo nos Estados Unidos. A cotação do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em outubro, subiu 1,1% para US$ 73,36 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento também em outubro, cresceu 2,1% cotado a US$ 75,02 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)