Bernanke e PIB elevam bolsas de valores

S O PAULO, 27 de agosto de 2010 - Após uma semana bastante pesada em meio as preocupações sobre a recuperação da economia norte-americana, assim como da europeia e o risco de um segundo mergulho dessas economias, o otimismo voltou a prevalecer nos principais mercados acionários mundiais.

Nos Estados Unidos, o Produto Interno Bruto (PIB) referente ao segundo trimestre deste ano foi revisado da alta de 2,4%, para 1,6%. Apesar da diminuição, o dado veio melhor do que o previsto, já que analistas estimavam revisão para 1,4%. Além disso, o indicador mostra que apesar do ritmo moderado, a economia do país está caminhando.

No mesmo sentido, o presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), Ben Bernanke, encerrou seu discurso dizendo que, se necessário, o governo dará estímulos adicionais à economia da região.

Em meio ás notícias, o dado preliminar da confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan, foi deixado de lado. O indicador recuou para 68,9 pontos em agosto, contra 69,9 pontos em julho. A projeção era de alta, para 70 pontos.

Na Europa, o PIB do Reino Unido registrou acréscimo de 1,2% no segundo trimestre deste ano, ante os três meses anteriores. O dado veio melhor do que o preliminar.

E as bolsas de valores da região encerraram com valorização, acompanhando o otimismo externo. Em meio ao cenário, o índice FTSE-100, de Londres, avançou 0,89% aos 5.201 pontos. O CAC-40, de Paris, cresceu 0,93%, aos 3.307 pontos e o DAX, de Frankfurt, ganhou 0,65% aos 5.951 pontos.

Por aqui, os investidores também se animaram com os números da economia norte-americana. Há pouco o Ibovespa ganhava mais de 1,5%. Na renda fixa, os juros futuros oscilam pouco, instantes atrás o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,70%. E no câmbio, o dólar comercial fechou a primeira etapa dos negócios em baixa, vendido a R$ 1,75.

(Redação - Agência IN)