Vencimento de opções e China ditam rumo do Ibovespa

S O PAULO, 16 de agosto de 2010 - A BM&FBovespa opera com volatilidade nesta segunda-feira em decorrência, principalmente, do vencimento de opções sobre ações, que rivaliza as atenções com os indicadores dos Estados Unidos e Japão. Além disso, impactando de forma positiva no índice, a notícia de que a China se tornou a segunda maior economia do globo colabora para valorizar as ações das empresas de commodities. Face o exposto, há pouco, o Ibovespa subia 0,47%, aos 66.574 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 5,91 bilhões.

A informação de que o gigante asiático ultrapassou o Japão e se tornou a segunda maior economia do mundo impactou nos papéis das empresas ligadas as commodities. Internamente, as ações da Vale (PNA) cresciam 0,77% e as da MMX (ON) ganhavam 2,70%. "O dado, sem dúvida, reflete sobre as mineradoras e siderúrgicas. A condição chinesa de maior importadora beneficia diretamente as empresas brasileiras", afirma Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos.

Segundo ele, se não fossem os dados decepcionantes dos Estados Unidos o Ibovespa estaria em terreno positivo ainda mais consolidado. "A preocupação com os Estados Unidos é evidente, se os indicadores viessem pelo menos em linha, a bolsa no Brasil estaria com ganhos mais elevados".

Além disso, o vencimento de opções sobre ações podem trazer surpresas ao longo do dia, segundo Pedro Galdi, economista chefe da SLW Corretora, "o vencimento de opções no Ibovespa pode gerar novas surpresas com ações da Vale e Petrobras". Há instantes, as ações da Petrobras (PN) avançavam 0,07%.

Pela manhã, a atividade manufatureira da região de Nova York melhorou modestamente em agosto, subindo 2 pontos em relação ao nível de julho, para 7,1 pontos ante 5,08 pontos no mês anterior. Os analistas esperavam 8,3 pontos. Além disso, o fluxo total de capital estrangeiro ficou negativo em US$ 6,7 bilhões em junho frente ao fluxo positivo de US$ 17,1 bilhões em maio e a confiança do mercado de construção civil norte-americano recuou a níveis não esperados pela terceira vez consecutiva, para 13 pontos em agosto, valor mais baixo desde março de 2009.

Também segura os ganhos na BM&FBovespa o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) do Japão, que cresceu apenas 0,4% no segundo trimestre de 2010, contra os 4,4% do trimestre anterior. "A desaceleração japonesa também aumenta ás dúvidas sobre a qualidade da recuperação econômica mundial".

O destaque positivo fica por conta dos papéis (PN) da TAM, que subiam 4,78%, refletindo o memorando firmado com a Lan Chile para unir as operações das aéreas. Na última sexta, as ações da empresa brasileira valorizaram 27,64%.

(Sérgio Vieira - Agência IN)