Vale garante 3º pregão seguido de alta do Ibovespa

S O PAULO, 16 de agosto de 2010 - Apesar de notícias negativas no front externo, a BM&FBovespa encerrou o terceiro pregão consecutivo no azul. O bom desempenho das ações da Vale e o vencimento de opções sobre ações garantiram o dia de ganhos. Com isso, no fim do dia, o Ibovespa subiu 0,66%, aos 66.701 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 8,832 bilhões.

De acordo com Ney Kateyama, analista econômico do Banco do Brasil Banco de Investimentos (BB-BI), a pressão vendedora observada em Wall Street foi em função dos indicadores ruins provenientes dos Estados Unidos e Japão.

O mercado repercutiu hoje que o índice que mede a atividade da indústria na região de Nova York avançou para 7,1 pontos em agosto deste ano. Analistas esperavam leitura de 8,3 pontos. E a confiança do mercado de construção civil norte-americano recuou para 13 pontos em agosto.

E no Japão foi revelado que o Produto Interno Bruto (PIB) registrou crescimento de 0,1% no segundo trimestre deste ano, ante os três meses anteriores, quando houve alta de 1,1%. O número veio pior do que o esperado pelo mercado.

"Isso acabou pesando lá fora, no entanto, o Ibovespa se descolou deste movimento influenciado pelas ações da Vale", acrescentou Kateyama, considerando que os papéis da mineradora podem ter avançado devido à notícia de que o gigante asiático ultrapassou o Japão e se tornou a segunda maior economia do mundo. As ações da Vale (PNA) subiram 1,14%.

Já na direção contrária, os papéis da Petrobras (PN) tiveram retração 0,18% no pregão, encerrando em sintonia com os preços do petróleo no mercado internacional. E durante o dia, as ações da TAM (PN) registraram forte valorização ancorada pela informação de que foi firmado um memorando com a Lan Chile para unir as operações das aéreas. Entretanto, no final dos negócios, os papéis caíram 0,49%, com os investidores embolsando os ganhos.

No lado das empresas, o Banco do Brasil teve lucro líquido de R$ 2,725 bilhões no segundo trimestre deste ano, com expansão de 16,1% na comparação com o mesmo período do ano passado. As ações da instituição financeira desceram 0,45%.

(Déborah Costa - Agência IN)