Reformas viraram "consensos ocos", diz Marina

S O PAULO, 18 de agosto de 2010 - A candidata do PV à Presidência da República, Marina Silva, disse hoje que as reformas política, tributária, previdenciária e trabalhista no Brasil se transformaram em "consensos ocos" congelados por deputados e senadores. Segundo ela, interesses partidários contrários às necessidades do País impedem o andamento das reformas.

"Os candidatos prometem as reformas, mas os blocos de alianças, que estão completamente viciados, inviabilizam o processo. Quando estava no poder, o PSDB tentou e não conseguiu, com o PT foi a mesma coisa. Porque tratam-se de partidos viciados. Estas bases precisam ser extinguidas", reforçou, ao reiterar a importância de uma constituinte exclusiva para tratar da questão.

Ainda sobre a questão, Dilma Rousseff lembrou que o atual presidente, Luís Inácio Lula da Silva, comprometeu-se a ajudar Dilma a conseguir a reforma política, se eleita. "Se ele não fez isso em oito anos, não vai fazer quando sair da presidência", ironizou Serra que defende o voto distrital.

As declarações foram feitas durante debate online realizado hoje pelo Universo Online (UOL) e a Folha de S. Paulo.

(Carina Urbanin - Agência IN)