Otimismo retorna e bolsas fecham em alta

S O PAULO, 17 de agosto de 2010 - Os investidores partiram para as compras nos principais mercados acionários mundiais nesta terça-feira. A divulgação de notícias positivas impulsionou os ganhos na sessão.

Nos Estados Unidos, o mercado reagiu com bom humor à informação de que a produção industrial superou as estimativas dos analistas, ao subir 1% em julho. No mesmo sentido, os preços ao produtor tiveram inflação de 0,2% no mês passado.

Ainda por lá, o resultado trimestral do Walmart ajudou a disseminar o clima otimista, já que a companhia lucrou US$ 3,69 bilhões no segundo trimestre fiscal de 2011. Diante disso, as bolsas de valores dos Estados Unidos avançaram mais de 1% no final dos negócios. Ao final dos negócios, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average avançou 1,01%, aos 10.405 pontos. O S&P 500 subiu 1,22%, aos 1.092 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq teve valorização de 1,26%, aos 2.209 pontos.

O mesmo movimento foi observado nas praças acionárias europeias, com os índices marcando valorização em torno de 0,5%. No velho continente, o destaque ficou por conta de alguns dados da zona do euro, dentre eles, o índice de expectativas econômicas para o crescimento da região subiu para 15,8 pontos em agosto. Com isso, o índice FTSE-100, de Londres, avançou 1,41%, aos 5.350 pontos. O CAC-40, de Paris teve valorização de 1,45%, aos 3.663 pontos e o DAX, de Frankfurt, subiu 1,57% aos 6.206 pontos.

Já na Argentina, o Índice Merval, da bolsa de valores de Buenos Aires, registrou avanço de 2,86%, aos 2.435 pontos.

E no Brasil, o Ibovespa encerrou com expansão de 1,32%, aos 67.583 pontos, influenciado pelo ambiente externo e também pela alta das ações da Petrobras. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 5,614 bilhões.

Ainda internamente, na renda fixa, a curva de juros futuros não definiu tendência nesta terça-feira. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontou taxa anual de 10,74%. No câmbio, o dólar comercial caiu e acabou vendido a R$ 1,75, não conseguindo ultrapassar a barreira técnica.

E nas commodities, os preços do petróleo subiram no mercado internacional, acompanhando o comportamento positivo das bolsas de valores. O barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em setembro, subiu 0,7% para US$ 75,75 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). E o barril do tipo Brent, com vencimento em setembro, avançou 1,7% cotado a US$ 76,89 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)