Otimismo predomina nas bolsas mundiais

S O PAULO, 9 de agosto de 2010 - O otimismo se dissemina mundo afora com os investidores aguardando ansiosos medidas de estímulo à economia norte-americana, em meio a dados ruins divulgados na sexta-feira. Além disso, indicadores acima do esperado por analistas na Europa contribuem para o movimento comprador.

Nos Estados Unidos, o viés positivo para a semana se fortalece, com as principais bolsas da região operando no azul. Sem dados relevantes, o mercado acompanhou que a Freddie Mac reverteu lucro e obteve prejuízo de US$ 4,7 bilhões no segundo trimestre de 2010. O resultado negativo já era esperado, o que acaba não influenciando nos negócios.

Além disso, o Mc Donald's anunciou que as vendas no conceito mesmas lojas subiram 7% no mês de julho em relação ao mesmo período do ano passado.

No mesmo sentido, os investidores seguem na expectativa em relação às medidas que o Federal Reserve (Fed, banco central norte-american) poderá divulgar, no sentido de fortalecer a economia do país, diante de dados ruins do mercado de trabalho.

Na Europa, os índices acionários da região finalizaram com ganhos. Por lá, a confiança do investidor na zona do euro subiu para 8,5 pontos em agosto, ante -1,3 pontos registrados em julho. Este é o nível mais alto desde dezembro de 2007. No mesmo sentido, o saldo da balança comercial da Alemanha registrou superávit de ? 14,1 bilhões em junho. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, recuou 0,62%, aos 5.332 pontos. O CAC-40, de Paris perdeu 1,28%, aos 3.716 pontos. O DAX, de Frankfurt, teve desvalorização de 1,17% aos 6.259 pontos.

Por aqui, o Ibovespa começou a seguir o movimento de Wall Street, mas perdeu força e instantes atrás caía 0,07%. Do lado das empresas, destaque para Hypermarcas que anunciou recuo de 59% no lucro líquido do segundo trimestre deste ano, atingindo R$ 53 milhões.

Na renda fixa, os juros futuros se ajustam para baixo, com os investidores avaliando o Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M). Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011, projetava taxa anual de 11,55%. E no câmbio, o dólar comercial fechou a primeira etapa dos negócios em baixa, vendido a R$ 1,756.

(Redação - Agência IN)