ONG quer identificar 700 corpos da ditadura argentina

S O PAULO, 17 de agosto de 2010 - A Equipe Argentina de Antropologia Forense (EAAF), que identificou o corpo de Ernesto "Che" Guevara, dispõe-se a trabalhar no reconhecimento de 700 restos de vítimas da última ditadura (1976-83).

Com esse objetivo, o governo da presidente Cristina Kirchner assinou nesta terça-feira convênio com a entidade no valor de 4 milhões de pesos (US$ 1 milhão) destinados a financiar a identificação das ossadas, além de analisar mil amostras de sangue de familiares e vítimas do terrorismo de Estado.

"Por um acordo anterior, foram reconhecidas 120 vítimas e a renovação do projeto nos permitirá avançar na identificacição de outras", disse Luis Fonderbrider, titular da EAAF, depois de assinar o documento com o ministro da Justiça, Julio Alak.

"O convênio faz parte do projeto Iniciativa Latino-Americana para a Identificação de Desaparecidos", afirmou o secretário argentino de Direitos Humanos, Eduardo Luis Duhalde.

Muitos desaparecidos foram enterrados pela ditadura em fossas comuns, sem identificação. Trinta mil opositores teriam desaparecidos durante a ditadura argentina, segundo entidades humanitárias.

(Redação com AFP - Agência IN)