Novas usinas e região Sul elevaram ganhos da Tractebel

S O PAULO, 16 de agosto de 2010 - A Tractebel (TBLE3), maior empresa privada de energia do Brasil, mostrou bom desempenho operacional no segundo trimestre de 2010, ao reportar vendas consolidadas de energia 13,3% superior aos números do segundo trimestre de 2009, totalizando 3.934 MW médios. "Esse incremento foi decorrente da adição de novas usinas e o maior volume de compras de energia para revenda. Isso associado a boa administração dos custos e despesas operacionais que permitiu um crescimento no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciações e amortizações) de 17,8% em relação ao mesmo período de 2009. Destaca-se ainda que a empresa adotou como estratégia de comercialização a venda gradativa da energia disponível para determinado ano de forma a amortecer o risco de ficar exposto ao preço spot (Preço de Liquidação das Diferenças - PLD) daquele ano", avalia Rosângela Ribeiro, economista da SLW Corretora.

As vendas são feitas dentro das oportunidades que se apresentam quando o mercado se mostra com maior propensão a comprar. Assim com base em previsões do setor, que apontam para um potencial aumento de preço de energia, a Tractebel optou por ter parte de sua disponibilidade futura descontratada.

A receita operacional líquida consolidada entre os meses de abril a junho cresceu 15,6% em relação ao segundo trimestre de 2009, sendo 13,3% de aumento de volume. No entanto o preço médio nos contratos de venda de energia, líquido das exportações e deduções sobre a receita operacional bruta foi de R$ 108,8/MWh no segundo trimestre de 2010. Esse preço foi 0,4% inferior ao do segundo trimestre de 2009, de R$ 109,2/MWh, basicamente pelos menores preços praticados em vendas de curto prazo para comercializadoras. Além disso, a Tractebel bateu seu recorde de geração instantânea, ao produzir 7.019 MW, ou seja, um fator de capacidade de 93,1%, resultado principalmente da grande afluência verificada na Região Sul.

"O resultado do segundo trimestre de 2010 foi bom e em linha com o esperado. Os dividendos também foram dentro das expectativas e as perspectivas continuam favoráveis para o desempenho operacional e financeiro da empresa. No entanto, isso não foi suficiente para conter a queda no preço das ações no pregão de sexta-feira (13)", afirma.

Os custos e despesas do segundo trimestre de 2010 apresentaram expressiva evolução em relação ao mesmo período de 2009 com destaque para a compra de energia para revenda no montante de 656 GWh (300 MW médios) que permitiu a Tractebel vender produto de 30 anos no leilão de energia "botox" a preços atrativos, com início de entrega em 2010, e atender aos compromissos de venda de energia. Uma considerável parte destes contratos de compra foi assinada anos atrás, portanto não guardando relação com o Preço de Liquidação das Diferenças (PLD). Segundo Ribeiro, "isso permitiu a empresa ainda apurar um crescimento no Ebitda no mesmo período".

(SV - Agência IN)