Investidores realizam lucros na ausência de notícias

S O PAULO, 18 de agosto de 2010 - Sem indicadores e resultados de peso, os investidores seguem realizando lucros nas principais bolsas mundiais, à espera de dados significativos na economia.

Nos Estados Unidos, o ritmo não é diferente, e Wall Street recua. Por lá, os agentes acompanharam que os pedidos de empréstimos hipotecários aumentaram 13% na semana passada. Para amanhã, é aguardado os novos pedidos de seguros desemprego, e o índice de atividade da Filadélfia, o que ajuda a persistir a cautela. Já no âmbito corporativo, a varejista norte-americana Target anunciou lucro líquido de US$ 679 milhões no segundo trimestre fiscal encerrado de 2010, com alta de 14,3%.

Na Europa, as praças acionárias da região finalizaram em baixa, penalizadas pelas commodities. O índice FTSE-100, de Londres, caiu 0,89%, aos 5.302 pontos. O CAC-40, de Paris teve desvalorização de 0,41%, aos 3.647 pontos e o DAX, de Frankfurt, recuou 0,32% aos 6.186 pontos.

No velho continente, a atividade da indústria de construção na zona do euro, tanto no setor público como privado, cresceu 2,7% no mês de junho de 2010. Além disso, o Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) divulgou hoje que mesmo com o mercado financeiro tendo se deteriorado nos últimos meses, o sentimento de mercado melhorou em julho, o que sinaliza fortalecimento.

Por aqui, o Ibovespa segue atrelado ao desempenho externo, e há pouco perdia pouco menos de 0,5%. As blue chips Vale e Petrobras puxam a queda do índice, diante da desvalorização do petróleo e outras matérias-primas. Em sentido oposto, as units da ALL se destacam entre as maiores altas, refletindo a sinalização da companhia entrar para o novo mercado da BM&FBovespa.

Nos juros, sem agenda relevante e cautela diante da reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) marcada para o início de setembro, os contratos de Depósito Interfinanceiro (DI) seguem estáveis. Há pouco, o DI com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,74%. E no câmbio, o dólar comercial fechou a primeira etapa dos negócios em baixa, vendido a R$ 1,75.

(Redação - Agência IN)