Infraero promete terminar obras da Copa até final de 2013

S O PAULO, 18 de agosto de 2010 - As obras necessárias nos aeroportos do país para atender a demanda de passageiros na Copa do Mundo de 2014, uma das principais preocupações da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), estarão concluídas até dezembro de 2013. A garantia foi dada nesta terça-feira, 17 de agosto, pelo diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero, Jaime Parreira, durante a reunião do Conselho Temático de Infraestrutura da Confederação Nacional da Indústria (CNI).

O cronograma de conclusão das obras apresentado por Parreira prevê que a primeira obra a ser concluída para a Copa, em dezembro próximo, é o módulo operacional (estrutura pré-moldada de baixo custo, comum em vários aeroportos internacionais) do aeroporto de Viracopos, em Campinas. A última obra a ser entregue, justamente em dezembro de 2013, é a ampliação do terminal de passageiros do aeroporto de Manaus.

Os empreendimentos para suprir a demanda da Copa do Mundo de 2014, quando haverá um aumento, em junho e julho daquele ano, de 2,5 milhões de passageiros, incluindo estrangeiros e brasileiros, abrangem 16 aeroportos nas 12 cidades-sede dos jogos. A estimativa da Infraero é de que, com a elevação da demanda pela Copa, 28,7 milhões de passageiros transitem pelos 16 aeroportos em junho e julho de 2014, um aumento de 69% em relação aos 17 milhões registrados em junho e julho deste ano.

O diretor de Engenharia e Meio Ambiente da Infraero prevê investimentos de R$ 6,4 bilhões nas obras aeroportuárias para atender a Copa do Mundo. Desse total, 60% virão de recursos próprios da estatal e os restantes R$ 2,5 bilhões de aportes da União.

Dos 16 aeroportos que atenderão a Copa de 2014, responsáveis por 83% do tráfego aéreo do país, somente o do Galeão, no Rio de Janeiro, de acordo com a Infraero, não tem gargalos até a Copa de 2014.

Os 15 restantes apresentam problemas. Guarulhos, por exemplo, informou Parreira, registra deficiências no pátio de manobra dos aviões e no terminal de passageiros nas horas de pico e, se nada for feito, a pista não atenderá ao aumento da demanda em 2014.

(Redação - Agência IN)