Inflação favorece nova queda nas taxas dos DIs

S O PAULO, 17 de agosto de 2010 - Os dados domésticos se concentram nos índices de inflação divulgados nesta terça-feira estimulando novos ajustes para baixo na curva de juros futuros. Há pouco, na BM&FBovespa o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 projetava juro de 10,73%, ante 10,75% do ajuste anterior. Janeiro de 2012 apontava taxa anual de 11,28%, contra 11,32% do último fechamento.

Na pauta do dia, o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) no município de São Paulo, medido pela Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe/USP) avançou 0,20% na segunda quadrissemana de agosto, repetindo a alta da semana anterior. Já o Índice Geral de Preços - 10 (IGP-10) da Fundação Getúlio Vargas (FGV) registrou alta de 0,46%, puxado pela alta dos preços no atacado causada pelo minério de ferro, mas ficou em linha com as expectativas do mercado.

Diante de um cenário de crescimento mais fraco e inflação sob controle, analistas endossam à percepção de que o ciclo de alta da Selic pode mesmo ter terminado. Por outro lado, o mercado ainda está dividido entre uma manutenção e alta de 0,25 ponto percentual dos juros na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) no início de setembro. Há quem estime aumento de 0,50 ponto. Atualmente, a taxa Selic está em 10,75% ao ano.

Ainda na agenda doméstica, a Receita Federal arrecadou um total de R$ 67,973 bilhões no mês passado, recorde para meses de julho. O montante inclui os impostos e as contribuições federais e as contribuições previdenciárias ao Instituto Nacional de Seguridade Social (INSS).

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)