IGP-M confirma baixa ao consumidor e taxas dos DIs recuam

S O PAULO, 9 de agosto de 2010 - A curva de juros futuros segue se ajustando para baixo na maioria dos vencimentos com os investidores avaliando dados do Índice Geral de Preços - Mercado (IGP-M) confirmando a baixa ao consumidor, além do boletim Focus. Na BM&FBovespa, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 10,78%, mesma da véspera. O DI de janeiro de 2012 projetava juro de 11,55%, ante 11,59% do último ajuste.

Pela manhã a Fundação Getúlio Vargas (FGV) informou que o IGP-M registrou variação de 0,42%, no primeiro decêndio do mês de agosto, resultado em linha com as expectativas do mercado. O indicador veio acima do anterior (0,14%) basicamente por conta do reajuste relevante no Minério de Ferro (16,92%) o que forçou o Índice de Preços ao Produtor Amplo (IPA) de 0,19% para 0,75%. No entanto o Índice de Preços ao Consumidor (IPC) apontou desaceleração, fechando -0,40% em agosto, o menor valor da série pelo menos desde fevereiro de 2003.

Ainda na agenda doméstica, foi informado que o Índice de Preços ao Consumidor Semanal (IPC-S) de 07 de agosto de 2010 apresentou variação de -0,18%, ainda refletindo a queda nos preços dos alimentos.

O Banco Central (BC) divulgou nesta manhã o relatório Focus, que compila as estimativas de mercado para diversas variáveis econômicas. O relatório traz redução da projeção de inflação medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) para 2010 de 5,27% para 5,19%, e para Selic de 11,5% para 11%.

Após o resultado de julho do IPCA que apontou variação de 0,01%, a equipe econômica da Gradual Investimentos refez suas estimativas para o IPCA deste ano 2010. O cenário base para a equipe é de que o IPCA feche 2010 em 4,65% (praticamente dentro da meta oficial de 4,50%).

Na avaliação do mercado financeiro, o colegiado do BC deve optar em subir os juros em apenas 0,25 ponto percentual na próxima reunião do Comitê de Política Monetária (Copom) agendada para setembro, diante dos melhores dados sobre a inflação corrente. Há no mercado que projete estabilidade da taxa Selic, atualmente em 10,75% ao ano.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)