Exportadores favorecem queda do dólar

S O PAULO, 16 de agosto de 2010 - Seguindo a tendência de queda, o dólar comercial teve um dia tranquilo com o mercado na expectativa de que o fluxo de capital externo se mantenha aquecido. Durante o dia, a atuação de exportadores e o fluxo positivo garantiram o movimento de baixa. Com isso, a divisa fechou com declínio de 0,79%, vendida a R$ 1,758. Mantendo a rotina, o Banco Central (BC) comprou dólares no mercado à vista a uma taxa média de R$ 1,7573.

José Roberto Carreira, gerente de câmbio da Fair Corretora comenta que as ordens de venda seguem firmes no mercado de câmbio doméstico e o dólar já devolve toda a alta acumulada durante a semana passada, voltando a ser negociado na casa de R$ 1,75.

Carreira ressalta ainda que apesar da piora no cenário externo, a moeda norte-americana deve se manter equilibrada diante da expectativa com a Petrobras, cuja capitalização é aguardada para setembro, um negócio estimado em mais de US$ 25 bilhões.

Para a AGK Corretora, o dólar comercial deve oscilar no intervalo de R$ 1,76 e R$ 1,79 ao longo desta semana, mais perto do piso ou do teto conforme os players globais estejam mais ou menos propensos aos ativos considerados de risco.

A projeção para a taxa de câmbio em 2010 foi finalizada em R$ 1,80, e para 2011 o prognóstico permaneceu pela quinta vez a R$ 1,85, segundo dados do boletim Focus divulgado nesta manhã.

Ainda de acordo com o boletim Focus a aposta para o saldo da balança comercial em 2010 continuou em US$ 15 bilhões. Já para 2011, teve retração de US$ 9,11 bilhões para US$ 8,68 bilhões.

Hoje o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior informou que a balança comercial brasileira apresentou saldo positivo de US$ 427 milhões na segunda semana de agosto deste ano (de 09 a 15 de agosto).

No front externo, a cautela é a palavra chave. Dados ainda fracos sobre o segmento de varejo nos EUA mantinham o temor de uma recaída na recessão e levaram os índices em Wall Street a apontarem para baixo no início do pregão.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)