Expectativa por ingressos de recursos favorece queda do dólar

S O PAULO, 16 de agosto de 2010 - Apesar da piora no cenário externo, a moeda norte-americana teve uma manhã de queda diante da expectativa de forte entrada de recursos externos, com captações de companhias, entre as quais a Petrobras, cuja capitalização é aguardada para setembro. Há pouco, a divisa era cotada a R$ 1,758 para venda, desvalorização de 0,79%.

Operadores avaliam que fluxo cambial positivo tem contribuído para manter a cotação do dólar entre R$ 1,75 e R$ 1,76. A projeção para a taxa de câmbio em 2010 foi finalizada em R$ 1,80, e para 2011 o prognóstico permaneceu pela quinta vez a R$ 1,85, segundo dados do boletim Focus divulgado nesta manhã.

Os investidores avaliam o desempenho bem mais fraco da economia japonesa, que perde o posto de segunda maior economia global para a China (PIB nominal). Hoje foi revelado que o Produto Interno Bruto (PIB) japonês teve expansão de 0,1% no segundo trimestre deste ano, ante os três meses anteriores. O dado veio pior do que o esperado pelo mercado que estimava alta em torno de 0,5%. Nos três primeiros meses de 2010 a economia da região reportou expansão de 1,1% na comparação com o quarto trimestre de 2009.

Nos Estados Unidos, a atividade manufatureira da região de Nova York melhorou modestamente em agosto. O índice de condições gerais de negócios subiu 2 pontos em relação ao nível de julho, para 7,1 pontos de 5,08 pontos no mês anterior. Os analistas esperavam 8,3 pontos.

Vale ressaltar que o fluxo total de capital estrangeiro nos Estados Unidos ficou negativo em US$ 6,7 bilhões em junho frente ao fluxo positivo de US$ 17,1 bilhões no mês anterior.

Por aqui, a balança comercial brasileira apresentou saldo positivo de US$ 427 milhões na segunda semana de agosto deste ano (de 09 a 15 de agosto), de acordo com informações divulgadas hoje pelo Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior.

Segundo o boletim Focus a aposta para o saldo da balança comercial em 2010 continuou em US$ 15 bilhões. Já para 2011, teve retração de US$ 9,11 bilhões para US$ 8,68 bilhões.

(Maria de Lourdes Chagas - Agência IN)