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Este é o século da indústria naval brasileira, diz Transpetro

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JB Online

RIO - Este é o século da indústria naval brasileira, disse o presidente da Transpetro, Sérgio Machado, durante a abertura da sétima edição da Navalshore - Feira Conferência da Indústria Naval e Offshore, organizada pela UBM Brazil e pela Portos e Navios, realizada no Centro de Convenções Sul América, no Rio de Janeiro.

A Navalshore 2010 reúne, no primeiro dia do evento, 4.534 profissionais do setor e 320 empresas de 14 países.

Abrindo a série de pronunciamentos, Marcos Perez, diretor da Revista Portos e Navios (um dos organizadores), disse que esta edição da Navalshore confirma a importância que o setor vem ganhando nos últimos anos. "Esta é a maior edição da Navalshore e, em 2011, dobraremos de tamanho", afirmou Perez. De acordo com ele, a indústria naval brasileira, depois de décadas estagnada, tem sabido aproveitar as oportunidades.

Joris van Wijk, diretor da UBM Brasil, salientou a importância da feira como ponto de encontro da cadeia de equipamentos e serviços do setor. Recentemente, a organizadora de eventos adquiriu participação majoritária na Navalshore. "Traremos novos parceiros para transformar a Navalshore uma das principais feiras do setor de indústria naval do mundo", afirmou.

Michael Duck, vice-presidente da UBM Asia, ratificou a afirmação de Wijk, acrescentando que, atualmente, o Brasil tornou-se um foco de atenção para todo o mundo em função da grande potencialidade da indústria naval. "Nós, da UBM, identificamos na Navalshore o mesmo potencial dos maiores eventos do setor no mundo. Somos os organizadores da Marintec, na China, da Sea Japan e do China International Boat Show e, agora, com a Navalshore, aumentamos ainda mais nosso portfólio de feiras para a indústria naval", disse Duck.

Já o vice-presidente do Syndarma (Sindicato Nacional das Empresas de Navegação Marítima), Roberto Galli, enfatizou a necessidade de se investir na melhoria da mão de obra do setor para que haja mais competitividade no setor. Ariovaldo Rocha, do Sinaval, comemorou os resultados recentes do setor. "Provamos que a indústria naval brasileira é possível. O Promef 1 e Promef 2 já são realidade e, agora, estamos esperando o Promef 3, disse Rocha, acrescentando que para os próximos anos haverá aportes de cerca de R$ 9 bilhões em projetos, financiados pelo Fundo de Marinha Mercante".

Sérgio Machado, presidente da Transpetro, destacou a relevância da parceria entre a UBM Brazil e a Portos e Navios, conferindo à Navalshore um caráter ainda mais internacional, que projeta a indústria nacional para além das fronteiras brasileiras.

O mandatário da Transpetro manteve o tom otimista, afirmando que o século XXI será o da indústria naval brasileira. "O Brasil ganhou o respeito internacional porque temos a maior demanda da área naval do mundo. Ele celebrou o momento atual, informando que ?em seis anos, o Brasil tornou-se a quarta maior carteira de petroleiros do mundo e o Estaleiro Atlântico Sul possui hoje a quarta carteira de embarcações do tipo Suezmax".

A efervescência se dá por uma série de projetos de renovação de frota em vigor no país. Entre eles, destacam-se aqueles capitaneados pela Transpetro, Promef 1 e Promef 2, que preveem a construção de 49 navios, sendo que 46 embarcações já foram licitadas, somando valor equivalente a US$ 4,7 bilhões.