Confiança do consumidor paulista salta para 162,3 pontos

S O PAULO, 16 de agosto de 2010 - O consumidor paulista nunca esteve tão otimista. É o que revela o Índice de Confiança do Consumidor (ICC), que em agosto registrou o melhor resultado da série histórica iniciada em 1994. Apurado pela Federação do Comércio de Bens, Serviços e Turismo do Estado de São Paulo (Fecomercio), o ICC apresentou alta de 4,6% em relação a julho, saltando de 155,2 pontos para 162,3 pontos.

Thiago Freitas, assessor econômico da Fecomercio, explica que o indicador é medido em uma escala que varia de 0 a 200 pontos, sendo que os resultados acima de 100 pontos expressam otimismo e segurança do consumidor. Segundo ele, o resultado do ICC se deve, em grande parte, ao crescimento simultâneo da massa salarial e do nível de emprego, que vêm ganhando força nos últimos meses. Contudo, o arrefecimento da inflação corrente é o fator que mais estimulou a alta do índice em agosto.

A desaceleração da inflação corrente teve um efeito ainda mais forte quando se observa o aumento da confiança do consumidor quanto ao momento atual. De acordo com o Índice das Condições Econômicas Atuais (ICEA), um dos dois indicadores a compor o ICC, o grau de satisfação dos paulistas aumentou 7,2% em relação ao mês anterior, atingindo 162 pontos. Sendo que o nível de confiança das mulheres e dos consumidores com renda inferior a 10 salários mínimos foram os que apresentaram uma evolução mais acentuada, respectivamente, 9,3% e 8,1% acima do registrado em julho. "O bom desempenho do mercado de trabalho ao longo dos últimos meses é outro fator que contribuiu para a essa evolução", aponta Freitas. "De modo geral, os consumidores estão percebendo o cenário econômico de forma mais positiva, tanto no curto quanto no médio e longo prazo".

Já o Índice de Expectativa do Consumidor (IEC), outro indicador que integra o ICC e que mede a percepção dos consumidores com relação ao futuro, apresentou elevação de 2,9% em comparação com o mês anterior, e agora marca 162,5 pontos. Em agosto, as expectativas que mais crescem são a dos consumidores com renda superior a 10 salários mínimos. "O otimismo dos consumidores que compõem este grupo avançou 5,8%, e agora marca 174,9 pontos. O resultado mais alto do ICC em agosto", comenta o economista da Fecomercio.

Freitas destaca ainda que este resultado do ICC tem um reflexo muito positivo para o comércio varejista, sobretudo se consideradas as boas condições para concessão de crédito. "O atual nível de confiança demonstra que os consumidores estão mais dispostos a comprometer uma parcela mais significante de sua renda, principalmente com a aquisição de bens de alto valor unitário", pondera o economista. "O baixo risco inflacionário somado ao fácil acesso ao crédito são um forte determinante para as decisões de compra", conclui.

(Redação - Agência IN)