Clima econômico no Brasil segue estável aos 7,3 pontos

S O PAULO, 18 de agosto de 2010 - O Índice de Clima Econômico (ICE) no Brasil permaneceu estável em 7,3 pontos. Houve melhora na percepção da situação atual (de 8,1 pontos para 8,4 pontos) e piora nas expectativas (de 6,4 pontos para 6,1 pontos), segundo pesquisa feita pela Fundação Getúlio Vargas (FGV) em parceria com o Instituto alemão Ifo.

Argentina, Chile, México e Paraguai registraram aumento de abril a junho deste ano e estão na zona de avaliação positiva (acima de 5,0 pontos). De acordo com o levantamento, o maior aumento ocorreu no México, em que o ICE passou de 4,8 pontos para 6,3 pontos. Esse resultado é explicado por uma melhora no Índice da Situação Atual (ISA) e no Índice de Expectativas (IE). O país, que estava na fase de recuperação passou para a fase de "boom". Os outros três países registraram aumento do ISA e declínio do IE.

Colômbia, Peru e Uruguai continuaram com o ICE acima de 5 pontos, mas com valores inferiores aos de abril. Em todos os casos, a queda foi puxada pela piora nas expectativas, mas a avaliação ainda é favorável e se mantém na fase de "boom".

Venezuela, Bolívia e Equador registraram queda do ICE, que ficou na zona de avaliação desfavorável (abaixo de 5 pontos). Com a exceção da Venezuela, que observou aumento do ISA, de 1,0 para 1,8 pontos, os outros índices dos outros países se reduziram.

"A situação na América Latina, assim como no mundo, sugere cautela", destaca o estudo. Nos países latinos analisados, as expectativas começaram a apresentar uma trajetória declinante a partir de outubro de 2009 ou janeiro de 2010. No entanto, a avaliação da situação atual registrou um caminho inverso. Os especialistas esperam "o pior", que não se concretiza e, logo, avaliam melhor a situação presente. No entanto, não estão seguros da solidez da recuperação.

(CSU - Agência IN)