CEF ajuda Cabo Verde em plano de habitação popular

S O PAULO, 16 de agosto de 2010 - Técnicos do governo de Cabo Verde começam a visitar, no final da tarde de hoje (16), obras e conjuntos habitacionais construídos em comunidades do Rio de Janeiro, de São Paulo, Mato Grosso do Sul e da Bahia. O primeiro compromisso da comitiva que está no Brasil é a visita a Várzea das Moças, em Niterói, para onde foram transferidas famílias desabrigadas do Morro do Bumba, que deslizou com as chuvas de abril desse ano.

O objetivo do grupo de Cabo Verde é conhecer, durante 15 dias, os detalhes do programa habitacional Minha Casa, Minha Vida, que está sendo usado como modelo para o programa de habitação africano. Segundo dados do Ministério da Habitação de Cabo Verde o país, que tem uma população de 500 mil habitantes, enfrenta um déficit habitacional de 80 mil moradias, incluindo, nesse total, a necessidade por construções até melhorias de infraestrutura, como saneamento.

Segundo Maricelma Zapata, coordenadora da missão pelo lado brasileiro, a troca de informações sobre a política de habitação com o governo de Cabo Verde começou no final do ano passado, quando o primeiro grupo da Caixa Econômica Federal (CEF) esteve no país africano para conhecer as demandas e projetos em andamento. Maricelma, que é gerente de desenvolvimento urbano da CEF em Mato Grosso do Sul, explicou que Cabo Verde "tem um plano de governo que se chama Casa para Todos e é um programa muito similar ao Minha Casa, Minha Vida do Brasil. Muitos instrumentos e providências que o Brasil criou aqui são aproveitáveis lá", como a criação do cadastro único, o roteiro para análise de renda não comprovada e a colaboração na criação de um fundo garantidor nos moldes do Brasil.

Elder Jorge Almeida, consultor do Ministério da Habitação e coordenador do programa Reabilitar de Cabo Verde lembra que o país, que conquistou a independência há apenas 35 anos, teve que começar "do zero" em várias áreas. Segundo Elder, a educação e saúde foram as prioridades do governo e "agora que as coisas estão bem encaminhadas na saúde e educação, está se apostando na qualidade de vida nos espaços urbanos. A gente não tem que inventar a roda. A roda já existe. Cabo Verde, por sua formação histórica, está bebendo na fonte de países parceiros como o Brasil e Portugal e adequando à nossa realidade". As informações são da Agência Brasil.

(Redação - Agência IN)