Balança comercial apresenta melhora no desempenho no início de agosto

Stênio Ribeiro, Agência Brasil

BRASÍLIA - As exportações brasileiras alcançaram média diária de US$ 883,6 milhões na primeira semana de agosto, com aumento de 10% em relação à média acumulada de julho. Em contrapartida, as importações tiveram redução de 6,3% na mesma base de cálculo em relação à média diária do mês anterior.

Foi a primeira vez no ano em que o Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (Mdic) registrou evolução das vendas e retração das compras. Em razão disso, as exportações somaram US$ 4,418 bilhões entre os dias 2 e 6 deste mês, enquanto as importações ficaram em US$ 3,475 bilhões, gerando um saldo comercial de US$ 943 milhões, com aumento de 205,8% sobre o saldo médio diário de julho.

A venda de produtos básicos (minério de ferro, carnes, milho e café em grão, fumo em folhas) cresceu 19,5% e houve expansão também, de 10,3%, na exportação de manufaturados, com destaque para óleos combustíveis, óxidos e hidróxidos de alumínio, açúcar refinado e autopeças. Houve redução, porém, de 18,1%, na exportação de produtos semimanufaturados (couros e peles, celulose, açúcar em bruto e ligas de ferro e aço).

Na primeira semana de agosto, o Brasil comprou 25% menos combustíveis e lubrificantes e 22,8% menos adubos e fertilizantes. Produtos que têm tido o maior peso nas importações dos últimos meses. Também compramos menos químicos orgânicos e inorgânicos (-9,9%), instrumentos de ótica e precisão (-5,1%) e equipamentos mecânicos (-3,4%), de acordo com números da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Mdic divulgados hoje (9) na internet.

Com esse desempenho, a balança comercial nos 150 dias úteis do ano, até a última sexta-feira (6), soma superávit (saldo positivo) de US$ 10,176 bilhões, o que dá média diária de US$ 67,8 milhões, ou redução de 42,7% em relação à média diária em igual período do ano passado, que foi de US$ 118,4 milhões.