Agenda econômica volta a ser foco nesta semana

S O PAULO, 16 de agosto de 2010 - A agenda econômica deverá voltar a ser o foco do mercado nesta semana, afirmou André Perfeito, economista da Gradual Corretora. Segundo ele, esta segunda-feira começa com viés negativo, com os investidores digerindo o número ruim vindo do Japão.

Hoje foi revelado que o PIB japonês teve expansão de 0,1% no segundo trimestre deste ano, ante os três meses anteriores. O dado veio pior do que o esperado pelo mercado que estimava alta em torno de 0,5%. Nos três primeiros meses de 2010 a economia da região reportou expansão de 1,1% na comparação com o quarto trimestre de 2009.

"O dado desanima, mas a tendência do dia não está definida, ainda temos o Empire State Manufacturing Survey, que mede a atividade industrial em Nova York, a expectativa é positiva, 8,30", disse.

O economista acrescentou que nesta semana serão divulgados diversos indicadores norte-americanos sobre produtividade e que as projeções são positivas. "Há otimismo por conta da agenda econômica. No entanto, desde o payroll o mercado está recentido, nervoso. E mesmo com a divulgação de dados bons, não é possível afirmar o desempenho de Wall Street."

Em meio às incertezas mundo afora, os mercados asiáticos iniciaram a semana sem direção definida. Em Tóquio, o índice Nikkei 225 caiu 0,61%, para 9.196,67 pontos. Em Seul, o índice Kospi caiu 0,17%, para 1.743,31 pontos. Em Hong Kong, o índice Hang Seng recuou 0,19%, para 21.112,12 pontos. Já em Xangai, o índice Xangai Composto avançou 2,11%, para 2.661,71 pontos.

Já na Europa, prevalece o movimento de queda. Há pouco, o índice FTSE-100, de Londres, tinha baixa de 0,42% aos 5.253 pontos. O CAC-40, de Paris, recuava 0,82%, aos 3.581 pontos e o DAX, de Frankfurt, perdia 0,40% aos 6.085 pontos.

Internamente, o mercado poderá repercutir hoje os dados divulgados na sexta-feira pela Petrobras. A Estatal anunciou ter reportado lucro líquido atribuível aos acionistas de R$ 8,295 bilhões no segundo trimestre deste ano, com expansão de 1,7% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando os ganhos totalizaram R$ 8,160 bilhões. O resultado veio melhor do que o esperado pelo mercado. Já para Perfeito, as informações financeiras poderão ter pouca influência sobre os papéis da companhia. "O desempenho das ações da Petrobras está mais ligado à resolução do processo de capitalização da companhia", considerou.

Vale destacar também que hoje o Banco do Brasil informou ter registrado lucro líquido de R$ 2,725 bilhões no segundo trimestre deste ano, com expansão de 16,1% na comparação com o mesmo período do ano passado, quando os ganhos totalizaram R$ 2,348 bilhões.

(Carina Urbanin - Agência IN)