Demanda asiática impulsiona economia japonesa, afirma Bradesco

SÃO PAULO, 26 de julho de 2010 - As exportações japonesas voltaram a cair em junho, ao recuar 1,8% na margem com ajuste sazonal e em termos reais, após ter registrado queda 1,7% em maio. Da mesma forma, as importações também registraram queda na margem, de 4,4% no período. Em comparação com o mesmo mês do ano passado, as exportações registraram aumento de 27,7%, ao passo que importações se elevaram 26,1%, acima das expectativas de elevação de 23,5% e 24,7%, respectivamente, na mesma base de comparação.

"De maneira geral, a demanda asiática, incluindo China, continua impulsionando as exportações totais do país, tendo se expandido 31,7% em relação há um ano, enquanto que as vendas para os EUA e zona do euro, na mesma base de comparação, registraram altas de 21,1% e 9,0%, respectivamente. Dessa forma, o saldo comercial japonês ficou em 456,0 bilhões de ienes, após registrar superávit de 320,0 bilhões de ienes em maio, também considerando a série com ajuste sazonal, resultado de exportações que se reduziram menos que importações na margem em junho". de acordo com o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos, chefiado pelo eocnomista Octavio de Barros.

Considerando o resultado da primeira metade do ano, observou-se aumento de 37,9% das exportações em relação ao primeiro semestre de 2010, ao passo que importações mostraram alta 23,3% na mesma base de comparação. De maneira geral, o resultado corrobora para a avaliação de que a demanda externa vem sendo determinante para a retomada da economia japonesa.

(Redação - Agência IN)