Testes de estresse deixam bolsas sem direção

SÃO PAULO, 23 de julho de 2010 - Apesar das expectativas dos analistas serem positivas, as principais bolsas de valores do mundo operaram instáveis pela manhã, com os investidores esperando a divulgação do resultado dos testes de estresse com instituições financeiras da Europa. Além disso, os forte ganhos obtidos na sessão de ontem favorecem a realização de lucros.

No velho continente, hoje foi revelado que o Produto Interno Bruto (PIB) do Reino Unido cresceu 1,1% no segundo trimestre deste ano. O resultado veio melhor do que o esperado pelo mercado. Em relação ao mesmo período do passado, o PIB britânico cresceu 1,6%. Economistas projetavam alta de 1,1%.

No âmbito corporativo, a Akzo Nobel anunciou lucro líquido de ? 273 milhões no segundo trimestre deste ano, com expansão de 76% na comparação com o mesmo período do ano passado. E a Scania registrou ganhos de 2,3 bilhões de coroas suecas no segundo trimestre, revertendo prejuízo de 150 milhões no mesmo período de 2009.

E os principais índices acionários europeus fecharam a sessão com direções opostas. Vale destacar o comportamento do Cac, de Paris, que encerrou o dia com forte valorização, enquanto em londres prevaleceu o movimento vendedor. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, caiu 0,02%, aos 5.312 pontos. O DAX, de Frankfurt, por outro lado, subiu 2,94%, aos 6.166 pontos e o CAC-40, de Paris, teve valorização de 0,18%, aos 3.607 pontos.

Nos Estados Unidos, hoje não foram divulgados indicadores econômicos de peso. Mesmo assim o dia é agitado, diante da divulgação dos resultados financeiros de diversas empresas. A Kimberly Clark anunciou alta de 21,6% no lucro líquido do segundo trimestre de 2010, somando US$ 523 milhões, contra US$ 430 milhões no mesmo período de 2009. E o Mcdonald's lucrou US$ 1,2 no período, ante US$ 1 bilhão no mesmo trimestre do ano passado. Por sua vez, o lucro da Ford cresceu 15%, para US$ 2,5 bilhões.

Por aqui, os investidores seguem atentos às divulgações externas. O Ibovespa opera de lado e instantes atrás, subia 0,13%.

Na renda fixa, os juros futuros não definem tendência. Há pouco, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 11,89%. E no câmbio, o dólar comercial fechou a primeira etapa dos negócios em alta, vendido a R$ 1,76.

(Redação - Agência IN)