Teste de estresse e balanços elevam bolsas mundiais

SÃO PAULO, 23 de julho de 2010 - No último pregão da semana, as principais bolsas de valores mundiais encerraram em direções opostas. Os investidores digeriram o teste de estresse de bancos europeus, balanços corporativos e dados econômicos.

Na Europa, por exemplo, os índices acionários acabaram sem tendência comum diante das expectativas dos investidores com os testes, já que ainda não tinham sido divulgados, além de dados positivos dos países da região. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, caiu 0,02%, aos 5.312 pontos. O DAX, de Frankfurt, por outro lado, subiu 2,94%, aos 6.166 pontos e o CAC-40, de Paris, teve valorização de 0,18%, aos 3.607 pontos.

O destaque do dia mesmo ficou por conta dos números em relação a solvência de instituições financeiras do velho continente. De acordo com o resultado, sete dos 91 bancos não passaram no teste, a informação foi bem recebida pelos mercados acionários que firmaram tendência positiva após a divulgação.

Com isso, nos Estados Unidos, as bolsas subiram em torno de 1%, com os agentes reagindo positivamente a saúde dos bancos europeus. Durante o dia, o mercado acompanhou os números da Kimberly-Clark, Mcdonald's, Ford entre outros balanços. Diante disso, ao final do pregão, em Nova York, o índice Dow Jones Industrial Average subiu 0,99%, aos 10.424 pontos. O S&P 500 avançou 0,82%, aos 1.102 pontos. E na bolsa eletrônica, o índice composto Nasdaq cresceu 1,05%, aos 2.269 pontos.

Na Argentina, o índice Merval da bolsa de valores de Buenos Aires, encerrou com valorização de 0,66%, aos 2.375 pontos.

E no Brasil, o Ibovespa seguiu o bom humor externo e finalizou em alta de 0,87%, aos 66.322 pontos. O giro financeiro da bolsa totalizou R$ 4,680 bilhões. O movimento também refletiu notícias positivas provenientes da Europa.

Na renda fixa, o mercado de juros futurou sinalizou avanço na maioria dos vencimentos. O contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) de janeiro de 2011 projetou taxa anual de 10,94%. No câmbio, o dólar comercial recuou e acabou vendido a R$1,75.

E nas commodities, os preços do petróleo terminaram em baixa no mercado internacional em meio as especulações de que a tempestade tropical Bonnie não será forte o suficiente para danificar as plataformas de petróleo no Golfo do México. A cotação do barril de petróleo do tipo WTI, com vencimento em agosto, recuou 0,5% para US$ 78,93 na Bolsa de Mercadorias de Nova York (NYMEX, sigla em inglês). Já o barril do tipo Brent, com vencimento em setembro, caiu 0,5% cotado a US$ 77,42 no ICE Exchange de Londres.

(Redação - Agência IN)