Propostas de Marina Silva não surpreendem investidores estrangeiros

Portal Terra

NOVA YORK - As propostas econômicas da candidata do Partido Verde (PV) à presidência, Marina Silva, expostas nesta quinta-feira em um evento organizado pela BM&F Bovespa em Nova York, não surpreenderam os investidores.

Eles não viram diferenças entre a visão de mercado da candidata e de seus concorrentes, Dilma Rousseff (PT) e José Serra (PSDB). Os investidores ouvidos pela BBC Brasil já esperavam que a candidata propusesse a manutenção das políticas macroeconômicas implementadas pelo Plano Real e a independência do Banco Central.

Marina confirmou as expectativas dizendo que seu eventual governo se compromete com "três alicerces macroeconômicos: o sistema de metas de inflação, a responsabilidade fiscal e o regime de câmbio flutuante".

William Landers, diretor-gerente da gestora de ativos BlackRock, que administra cerca de US$ 3 trilhões em recursos em todo o mundo, por exemplo, disse que dar continuidade "ao que tem funcionado na parte econômica é muito importante, porque o mercado, nessa parte de políticas econômicas, não quer ver muitas mudanças".

Os investidores aplaudiram apenas uma vez durante a apresentação da candidata, após Marina ter declarado que não haverá perdão em seu governo para empresas que infringiram leis florestais no passado. "A ministra tem um papel importante na política brasileira, protegendo o meio ambiente", disse Landers.