7 dos 91 bancos europeus não passam no teste de estresse

SÃO PAULO, 23 de julho de 2010 - O resultado do teste de estresse dos bancos europeus mostra que 7 das 91 instituições financeiras do continente não passaram no exame, obtendo rácio menor a 6%, de acordo com o Comitê de Supervisores Bancários Europeus (CEBS, na sigla em inglês). As instiuições financeiras que falharam no exercício foram o grego ATEBank, o alemão Hypo Real Estate e cinco bancos de poupança espanhóis: Unnim, Diada, Espiga, Banca Civica e Cajasur. Os 91 bancos representam 65% do mercado europeu em termos de ativos totais.

O teste de estresse se concentra principalmente em avaliar os mercados de crédito e de riscos, incluindo a exposição à dívida soberana europeia. Cesb coordenou o programa de exames e realizou um amplo exercício de cruzamento de dados após os resultados, que foram submetidos a um rigoroso processo de revisão, a fim de garantir a sua coerência e comparabilidade.

O agregado rácio Tier 1, utilizado como medida comum para avaliação da resistência dos bancos aos choques, devido ao cenário adverso da crise, diminuiu de 10,3% em 2009 para 9,2% até o final de 2011, em média, (em comparação com o mínimo regulamentar de 4% e para o limiar de 6% estabelecida para o exercício). Os resultados agregados dependem, em parte, de recursos e apoio constantes do governo para atualmente 38 instituições, segundo o resultado do exercício proposto.

O agregado rácio Tier 1 incorpora cerca de ? 197 bilhões de apoio provenientes de capital governamental prestados até 01 de julho de 2010, o que representa 1,2 ponto percentual do rácio Tier 1 de agregação.

Como resultado do cenário adverso após o choque soberano, 7 bancos veriam seus rácios de capital Tier 1 cair abaixo de 6%.

O limite de 6% é usado como referência exclusivamente para os fins do presente exercício do teste de estresse, segundo o CEBS. Este limiar deve de modo algum ser interpretada como um mínimo de regulamentação. Todos os bancos que são supervisionados na União Europeia devem ter um mínimo de regulamentação, de 4% de capital Tier 1.

Para as instituições que não conseguiram cumprir o limite para o teste de esforço, as autoridades nacionais competentes estão em contato para avaliar os resultados do teste e suas implicações, nomeadamente em termos de necessidade de recapitalização.

(SV - Agência IN)