Bolívia pode dar mais áreas para a Petrobras

SÃO PAULO, 22 de julho de 2010 - O governo boliviano anunciou nesta quinta-feira que estuda a possibilidade de ceder à Petrobras novas áreas de prospecção e produção de hidrocarbonetos, destinados ao consumo brasileiro, o principal mercado para seu gás natural.

"Estamos trabalhando para definir em torno de 17 novos blocos para projetos de risco com a Petrobras", anunciou o ministro dos Hidrocarbonetos da Bolívia, Fernando Vincenti, sem dar mais detalhes técnicos.

Ele sustentou que as negociações com a Petrobras estão orientadas a "projetos de médio e longo prazo", pouco depois de a delegação diplomática brasileira anunciar o interesse de seu governo em aumentar a demanda por gás boliviano.

A Bolívia chegou em maio ao nível máximo de capacidade do gasoduto binacional, que é de 31 milhões de metros cúbicos diários (MMCD), devido ao fato de Brasília ter injetado nessa época mais gás para suas usinas destinado ao mercado de São Paulo.

O contrato de Brasil com Bolívia, assinado em 1999 e válido por 20 anos, prevê um abastecimento máximo de 31 MMCD.

A Bolívia assinou também, em março passado, um acordo com Argentina para a venda este ano de até 7,7 MMCD.

O embaixador brasileiro Frederico Cézar de Araújo disse recentemente que as negociações entre a estatal boliviana YPFB e a Petrobras refletem o interesse de seu país de estender suas compras de gás boliviano além do prazo vigente de 2019.

"Estamos esperando a designação de (novos) campos para poder fazer novos investimentos", disse o diplomata.

A Petrobras já explora os blocos de Monteagudo, Río Hondo e Ingre, no sudeste boliviano, e prevê aumentar a produção de San Antonio e San Alberto, na região de Tarija.

(Redação com AFP - Agência IN)