Petrobras e Vale sustentam alta de 1,3% do Ibovespa

SÃO PAULO, 25 de junho de 2010 - Depois de abrir a sessão desta sexta-feira em baixa, influenciado pela cautela externa, o Ibovespa firmou tendência positiva nesta tarde ancorado pelo desempenho positivo das ações da Petrobras e da Vale. Com isso, no fim do dia, o índice acionário subiu 1,39%, aos 64.823 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 3,312 bilhões.

As blue chips hoje deram tom aos negócios. As ações preferenciais da Petrobras encerraram em alta de 1,52%, vendidas a R$ 27,91. "Como os papéis da companhia sofreram muito nos últimos dias devido ao adiamento da capitalização para setembro, o movimento foi de ajuste técnico", afirmou Bruno Lembi, sócio da M2 Investimentos, não considerando uma tendência e ressaltando que as ações continuarão pesadas nos próximos dias.

Enquanto isso, os papéis preferenciais da Vale encerraram com acréscimos de 1,62%, cotados a R$ 41,92. No mesmo sentido, os preferenciais da Gerdau acabaram com ganhos de 0,92%, aos R$ 25,13.

Para o sócio da M2 Investimentos, o que ajudou o Ibovespa a firmar tendência positiva nesta tarde foi a expectativa com relação a reunião do G20. "Como o euro está se valorizando frente ao dólar, mostra que os agentes estão mais otimistas com o encontro". E continuou: "O mercado não quer ficar vendido à espera de medidas importantes".

Já para um operador de renda variável, o Ibovespa apresentou certo descolamento dos principais índices acionários mundiais após o fechamento das bolsas europeias, que, segundo ele, estava segurando os ganhos por aqui.

No ambiente internacional as notícias não foram tão boas. O mercado recebeu pela manhã que o Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos subiu 2,7% no primeiro trimestre de 2010, na comparação com os três meses anteriores, enquanto os economistas previam alta de 3,5%. Entretanto, a confiança do consumidor norte-americano subiu em junho para o melhor nível desde 2008, para 76,0 pontos, superando as estimativas dos analistas.

Ainda por lá, a notícia de que os legisladores norte-americanos chegaram a um acordo, nesta sexta-feira, sobre a reforma de regulamentação do sistema financeiro colaborou para amenizar o clima de cautela entre os investidores.

(Déborah Costa - Agência IN)