Grécia derruba bolsas europeias em dia de agenda vazia

SÃO PAULO, 25 de junho de 2010 - Em dia de agenda vazia na Europa, a atenção dos investidores convergiu para a economia norte-americana, além das incertezas quanto as decisões futuras da próxima reunião do G20 e o retorno de questões envolvendo a dívida grega. Ao final do pregão, as principais bolsas da região fecharam em queda. O índice FTSE-100, de Londres, recuou 1,05%, aos 5.046 pontos, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,73%, aos 6.070 pontos e o CAC-40, de Paris, perdeu 1,00%, aos 3.519 pontos.

Pela quarta sessão consecutiva, as principais praças acionárias europeias fecharam as negociações em terreno negativo. Os investidores ficaram cautelosos, mais uma vez, com a dívida grega, que disparou para níveis recordes nesta sexta-feira. De acordo com rumores do mercado, o governo de Atenas estaria se preparando para pedir prorrogação na data dos vencimentos de seus papéis. Na opinião de André Perfeito, economista da Gradual Corretora, "as notícias envolvendo a crise grega não vai persistir por muito tempo pois já teve um pacote de ajuda. A reação dos investidores nesta manhã foi exagerada".

Segundo Gustavo Nascimento, operador da Um Investimentos, "o grande ponto é conseguir sustentar a venda de títulos, o mercado sonda atentamente o nível de risco de cada país. A questão central reside no fato do bloco não conseguir resolver o problema de um país pequeno, o que gera dúvidas quanto a futuras questões de países com economias mais complicadas".

Ainda de acordo com o operador, outros fatores também pesaram para a desvalorização das bolsas na região. "A Europa fechou em queda devido a uma série de incertezas. A primeira se relaciona à próxima reunião do G20, que pode trazer novidades quanto as medidas para controlar certas negociações financeiras. A segunda se refere a forte desvalorização das ações da British Petroleum e a terceira relacionada ao recuo dos papéis dos bancos britânicos", aponta.

O grupo petroleiro britânico BP anunciou nesta sexta-feira que os gastos com a maré negra no Golfo do México atingiram os US$ 2,35 bilhões. Além disso, a empresa afirmou ontem (24) a noite que retirou a tampa que diminuía o vazamento após um acidente com o robô submarino.

Jás nos Estados Unidos, os números vieram em direções opostas. O Produto Interno Bruto (PIB) dos Estados Unidos registrou acréscimo de 2,7% no primeiro trimestre de 2010, na comparação com os três meses anteriores. E o índice de confiança do consumidor norte-americano subiu em junho para o melhor nível desde 2008. O indicador subiu para 76,0 pontos no sexto mês do ano.

(Sérgio Vieira - Agência IN)