Bolsas de valores operam em direções opostas

SÃO PAULO, 25 de junho de 2010 - Apesar do resultado do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano ter decepcionado o mercado e da persistência de preocupações sobre a saúde financeira dos países europeus, os principais índices acionários do mundo registram direções opostas, em um pregão marcado pela volatilidade.

Na Europa, hoje a situação financeira da Grécia voltou a pesar. Além disso, a reunião do G20 eleva a cautela entre os investidores, que ficam à espera de decisões sobre a crise que abala países da região. Em meio ao cenário, as bolsas do continente encerraram com quedas significativas. O índice FTSE-100, de Londres, recuou 1,05%, aos 5.046 pontos, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,73%, aos 6.070 pontos e o CAC-40, de Paris, perdeu 1,00%, aos 3.519 pontos. Entretanto, para o economista da Gradual Corretora, André Perfeito, o movimento pode não indicar tendência, até porque as notícias ruins vindas da Europa não são novas e já foram digeridas.

Nos Estados Unidos, os índices acionários operam em direções opostas. Por lá, hoje foi revelado que o PIB do país avançou 2,7% no primeiro trimestre deste ano. O dado veio abaixo do esperado pelo mercado, que estimava alta de 3,5%.

Em sentido oposto, a confiança do consumidor subiu em junho para 76 pontos, surpreendendo positivamente o mercado. Este é melhor nível desde 2008.

Por aqui, o Ibovespa se descola dos índices acionários externos e cresce cerca de 0,5%. Diante da leitura positiva da economia brasileira, os investidores mantém suas posições, segurando a queda do índice. As ações da Petrobras puxam a alta do Ibovespa.

Na renda fixa, os juros futuros oscilam pouco. Instantes atrás, o Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 12,05%. E no câmbio, o dólar à vista ficou paralisado por quatro horas e meia devido ao jogo do Brasil. No retorno aos negócios, dólar comercial apontava baixa, e estava vendido a R$ 1,77.

(Redação - Agência IN)