Venda de tintas cresce 15% no Brasil

SÃO PAULO, 24 de junho de 2010 - Nos primeiros meses de 2010 as vendas de tintas registraram bom desempenho, crescendo em torno de 15% em comparação com o mesmo período de 2009, devido a uma vigorosa saída da crise e à recomposição de estoques no varejo.

Esse resultado levou à necessidade de rever as previsões feitas no final do ano passado, que indicavam um crescimento de cerca de 3,5% para este ano. "Nossa estimativa foi alterada para 7% em função das fortes vendas e das boas perspectivas que existem para as tintas imobiliárias, automotivas (originais e de repintura) e para diversos tipos de tintas industriais", explica Antonio Carlos de Oliveira, presidente do Conselho Diretivo da Associação Brasileira dos Fabricantes de Tintas (Abrafati).

As tintas imobiliárias mantêm um ritmo forte de vendas desde o segundo semestre de 2009, acompanhando o que acontece com a construção civil. Para este ano é esperado um crescimento da ordem de 8%, muito superior ao de 2009, cujo índice ficou em 0,7%. "A maior oferta de crédito, a extensão dos prazos de pagamento, o aumento da renda e a redução do desemprego contribuem para estimular a construção habitacional e as reformas. Ao mesmo tempo, há mais recursos para financiamento de imóveis habitacionais e o governo segue incentivando a construção de moradias, com o programa Minha Casa, Minha Vida. Todos esses fatores impactarão positivamente as vendas de tintas imobiliárias", avalia Oliveira.

A expansão da infraestrutura em geral e as diversas obras públicas que estão em fase de inauguração são outros fatores que contribuem para o crescimento.

Outro destaque são os sucessivos recordes de produção e vendas da indústria automotiva, que garantem mais mercado para as tintas automotivas originais.

Em 2009, a redução do IPI de veículos garantiu a manutenção das vendas, que seguem em alta este ano. "Depois de ultrapassar a França e se tornar o 5º maior mercado mundial para carros, o Brasil pode agora superar a Alemanha e chegar à 4ª posição. Como as exportações ainda estão muito abaixo dos níveis de 2007 e 2008, o motor do crescimento das vendas é o mercado interno, que incorporou novos consumidores graças ao aumento da renda e do crédito", explica.

(Redação - Agência IN)