Transpetro lança 2º navio do Programa de Modernização

InvestNews

SÃO PAULO - A Transpetro, empresa da Petrobras para a área de transporte, lança hoje o segundo navio do Programa de Modernização e Expansão da Frota Nacional de Petroleiros (Promef). A solenidade será no Estaleiro Mauá, em Niterói (RJ). Segundo a Transpetro, o lançamento segue o cronograma previsto para este ano, que começou no dia 7 de maio, no Estaleiro Atlântico Sul (PE), com o navio Suezmax João Cândido.

Com 182 metros de comprimento, a embarcação a ser lançada hoje destina-se ao transporte de derivados claros de petróleo (gasolina, querosene de aviação e óleo diesel, entre outros) e terá capacidade para transportar 48,3 mil toneladas de porte bruto (unidade que caracteriza a capacidade total de transporte de carga de um navio, incluindo o combustível da embarcação).

O navio terá o nome do economista Celso Furtado, que criou a Superintendência de Desenvolvimento do Nordeste (Sudene) e lançou "os fundamentos do moderno desenvolvimento do país", de acordo com a Transpetro.

O Celso Furtado é lançado ao mar 13 anos após a última entrega de uma embarcação no estado. O último havia sido o Livramento, concluído em 1997 pelo Estaleiro Eisa.

Com a criação do Promef e a encomenda de 49 navios nas duas fases do programa - um dos principais projetos do Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) - os estaleiros foram modernizados e surgiram novas unidades de produção, como o Atlântico Sul, em Pernambuco.

A construção dos 49 navios previstos no programa vai gerar cerca de 200 mil empregos diretos e indiretos em todo o País. Desse total, já foram licitadas 46 embarcações, das quais 38 estão contratadas. Os demais navios estão em fase final de licitação.

Somente no estado do Rio, o maior e mais tradicional polo naval do país, 16 navios já foram encomendados no âmbito do Promef, com investimentos de R$ 2,2 bilhões. O programa vai criar pelo menos 50 mil empregos no estado, sendo 10 mil diretos e 40 mil indiretos.

Cinco anos após o lançamento do Promef, o Brasil tem hoje a quarta maior carteira mundial de encomendas de petroleiros. As informações são da Agência Brasil.