Grandes empresas estão mais otimistas, revela CNI

SÃO PAULO, 24 de junho de 2010 - O otimismo dos industriais continua elevado. O Índice de Confiança do Empresário Industrial (ICEI) calculado pela Confederação Nacional da Indústria (CNI) ficou em 66 pontos em junho, apenas 0,3 ponto abaixo do registrado em maio. A confiança é maior entre os dirigentes de grandes empresas. Nas companhias de grande porte, o otimismo atingiu 67,1 pontos, maior que os 65,9 pontos registrados nas de médio porte e os 64,6 pontos verificados nas pequenas indústrias, informa o estudo divulgado nesta quinta-feira.

De acordo com o gerente-executivo de Pesquisa da CNI, Renato da Fonseca, as grandes empresas geralmente são mais otimistas porque, além de atenderem a mercados maiores, enfrentam menos dificuldades do que as médias e pequenas indústrias. "As grandes têm mais acesso a capital de giro", exemplifica Fonseca. Além disso, boa parte do otimismo das grandes empresas é resultado do crescimento das exportações, completa o economista.

O ICEI de junho ficou 6,8 pontos acima da média histórica, que é de 59,2 pontos. O otimismo em relação ao desempenho atual da economia alimenta a confiança no futuro. Segundo o estudo da CNI, as expectativas dos empresários sobre o crescimento da economia nos próximos seis meses permanecem positivas, apesar da pequena queda registrada em junho. O índice das expectativas para os próximos seis meses caiu de 69,1 pontos em maio para 68,6 pontos em junho. Isso indica que a indústria manterá o ritmo dos investimentos.

A pesquisa revela que a construção civil é a atividade com o maior índice de otimismo. O ICEI do setor ficou em 66,4 pontos em junho, 0,7 ponto acima do indicador de maio. A indústria extrativa teve otimismo de 65 pontos e a de transformação, de 65,1 pontos.

Os setores que apresentaram crescimento mais significativo - acima de dois pontos em relação ao mês anterior - foram alimentos, edição e impressão, refino de petróleo, química, limpeza e perfumaria e equipamentos hospitalares e de precisão. Os segmentos de bebidas, vestuários, borracha, minerais não metálicos, máquinas e materiais elétricos, veículos automotores e outros equipamentos de transporte foram os que apresentaram as maiores queda no índice.

O ICEI varia de zero a cem. Valores acima de 50 indicam empresários confiantes. A pesquisa foi feita com 1.651 empresas (913 pequenas, 500 médias e 238 grandes), em 24 estados e no Distrito Federal, entre os dias 31 de maio e 22 de junho de 2010.

(Redação - Agência IN)