Desemprego cresce em maio com aquecimento

Jornal do Brasil

DA REDAÇÃO - A taxa de desemprego nas seis maiores regiões brasileiras subiu em maio para 7,5% a mais baixa da série histórica para o mês, iniciada em 2002 segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

O motivo do aumento da desocupação em relação a abril (7,3%) foi o aquecimento da economia, que provocou uma procura mais intensa por emprego, e o mercado não absorveu todo o contingente.

O aumento da ocupação não foi suficiente para atender à demanda disse o economista do IBGE, Cimar Pereira Azeredo. O próprio aquecimento da economia pressiona a taxa.

Mais 54 mil vagas

Azeredo classificou o aumento de 0,02 ponto percentual no desemprego de estatisticamente insignificante . Ele também disse que o cenário que o mercado mostra é de um cenário econômico positivo .

De acordo com o IBGE, entre abril e maio foram abertas 54 mil vagas, mas outros 57 mil novos trabalhadores ingressaram no mercado em busca de um oportunidade.

Indústria e construção

Os segmentos da indústria e da construção civil, mais penalizados pela crise internacional, estão entre os que mais abriram postos em maio. Entre abril e maio, a ocupação avançou 0,7% nos dois setores mês a mês. Em relação a maio do ano passado, a alta foi de 6,3% e 11,4% respectivamente.

O emprego com carteira assinada manteve a trajetória de expansão no mês de maio. Ante abril, foram mais 11 mil pessoas trabalhando com registro, enquanto frente a maio de 2009 o aumento foi de 698 mil trabalhadores.

Renda tem queda

Os dados do IBGE mostraram ainda que a renda do trabalhador brasileiro caiu pela primeira vez no ano: 0,9% em maio em relação a abril. Já na comparação com maio do ano passado, ainda houve alta, de 2,5%.

Houve um processo de corrosão da inflação que provocou essa queda, e é preciso aguardar os próximos meses para analisar melhor o comportamento do poder de compra do trabalhador disse o economista do IBGE.

Em maio, houve queda no rendimento do emprego com carteira assinada e no dos autônomos. Indústria e construção, que estão aquecidas, ampliaram o nível de rendimento em 3,7% e 2,1% respectivamente