Bolsas de valores caem apesar de dados positivos

SÃO PAULO, 24 de junho de 2010 - Apesar da divulgação de indicadores melhores do que o esperado por analistas, o pessimismo prevalece nos principais índices acionários mundiais.

Nos Estados Unidos, hoje foi revelado que os novos pedidos de auxílio-desemprego recuaram 19 mil na semana encerrada em 19 de junho. O número de solicitações passou de 476 mil para 457 mil. O dado veio melhor do que o previsto pelo mercado. Ainda por lá, os novos pedidos de bens duráveis recuaram 1,1% em maio. Apesar da baixa, a queda veio menor do que o estimado.

Mesmo com os dados bons, os investidores seguem cautelosos, repercutindo o anúncio feito ontem pelo Federal Reserve (Fed, o banco central norte-americano), de que a recuperação econômica da região é frágil.

Na Europa, hoje foi revelado que os pedidos à indústria da zona do euro subiram 0,9% em abril de 2010, em relação a março. Ante o mesmo período no ano passado, as encomendas cresceram 22,1%.

E no continente, os principaís índices acionários também cederam à pressão externa, fechando o pregão com perdas significativas. Ao final do pregão, o índice FTSE-100, de Londres, recuou 1,51%, aos 5.100 pontos, o DAX, de Frankfurt, caiu 1,44%, aos 6.115 pontos e o CAC-40, de Paris, teve desvalorização de 2,37%, aos 3.555 pontos.

Por aqui, o desemprego avançou 0,2 ponto percentual em maio deste ano, ao passar de 7,3% em abril, para 7,5%. Apesar do avanço da taxa, o dado não é preocupante, segundo economistas, já que a alta é sazonal e o resultado é o melhor para o mês de maio da série histórica.

No mercado acionário, além da pressão externa, o Ibovespa cai puxado pelas ações da Petrobras. A blue chip é impactada pela má repercussão dos investidores sobre o adiamento da operação de capitalização da companhia para setembro. Além disso, há rumores de que a estatal poderá ter grau de investimento reduzido.

Na renda fixa, os juros futuros se ajustam para baixo. Há pouco, o contrato de Depósito Interfinanceiro (DI) com vencimento em janeiro de 2011 apontava taxa anual de 11,29%. E no câmbio, o dólar fechou a primeira etapa dos negócios em queda, vendido a R$ 1,78.

(Redação - Agência IN)