Aversão ao risco prevaleve e Ibovespa perde 1,8%

SÃO PAULO, 24 de junho de 2010 - A piora do ambiente externo contaminou o humor dos investidores na BM&FBovespa nesta quinta-feira. Mesmo com indicadores econômicos positivos nos Estados Unidos, os agentes financeiros seguiram vendendo ativos. Com isso, o Ibovespa recuou 1,88%, aos 63.936 pontos. O giro financeiro da bolsa fechou em R$ 4,949 bilhões.

Na opinião de Pedro Galdi, analista de investimentos da SLW Corretora, os investidores já amanheceram tensos diante de dados negativos do velho continente, com destaque para os pedidos à indústria na zona do euro, que embora tenham subido 0,9% em abril, isoladamente por países, o desempenho não foi bom.

Já nos Estados Unidos, apesar dos números divulgados terem vindo melhores do que o projetado por analistas não foi suficiente para reverter o clima de cautela. Os novos pedidos de bens duráveis desceram 1,1% em maio, contra o mês anterior. A queda veio menor do que o estimado por economistas. Por sua vez, os novos pedidos de auxílio-desemprego recuaram 19 mil na semana passada, passando para 457 mil.

Diante deste quadro internacional incerto, o Ibovespa acabou replicando o quadro, puxado pelo comportamento negativo das blue chips Vale e Petrobras. No fim do dia, as preferenciais da mineradora perderam 1,99%, enquanto que as preferenciais da petrolífera despencaram 3,54%.

No caso da Petrobras, segundo Galdi, os investidores continuaram reagindo a decisão da companhia de adiar a operação de capitalização de julho para setembro. "Esta informação teve impacto muito forte no mercado", completou o analista de investimentos da SLW Corretora.

Já dentre os destaques de alta do Índice Bovespa ficaram os papéis preferenciais da Usiminas, que encerraram com valorização de 1,92%. O comportamento refletiu os rumores de que a empresa estaria elevando o preço do aço.

Já para amanhã, Galdi acredita que as bolsas seguirão voláteis devido a agenda carregada de indicadores prevista no dia, com destaque para a prévia do Produto Interno Bruto (PIB) norte-americano e a confiança do consumidor, medido pela Universidade de Michigan.

(Déborah Costa - Agência IN)