Dia de ajustes faz bolsas europeias terem leves altas

SÃO PAULO, 17 de junho de 2010 - Os principais índices acionários europeus fecharam a quinta-feira com leves altas, impulsionados por ajustes e por indicadores positivos da economia da região.

Ao final dos negócios, o índice FTSE-100, de Londres, subiu 0,30%, aos 5.253 pontos, o DAX, de Frankfurt, ganhou 0,53%, aos 6.223 pontos e o CAC-40, de Paris, teve valorização de 0,19%, aos 3.683 pontos.

Hoje, foi divulgado que as vendas no varejo no Reino Unido, em maio, cresceram 4,4% em relação ao mês anterior. Além disso, o governo britânico remodelará seu sistema de regulação financeira dando novos poderes ao Banco da Inglaterra (BoE) e eliminando a autoridade reguladora dos mercados (FSA), acusada de ineficiência durante a crise financeira.

Seguindo a mesma tendência, o Banco Central Europeu (BCE) pediu uma reestruturação do setor bancário da zona do euro para "assegurar acesso adequado ao financiamento". Em seu boletim mensal de junho, publicado nesta quinta-feira, o BCE destacou a importância do "saneamento dos balanços, o controle efetivo do risco e modelos de negócio transparentes e sólidos".

Para completar o quadro positivo, a União Europeia (UE), o Fundo Monetário Internacional (FMI) e o BCE afirmaram que os esforços da Grécia para reduzir seu déficit fiscal e reformar sua economia parecem estar no caminho certo.Segundo o comunicado, as discussões sugerem que o programa está caminhando e que as políticas estão sendo implementadas, tal como acordado.

Por outro lado, as informações negativas da economia norte-americana não tiveram tanto impacto no mercado. Por lá, o nível de atividade industrial na região da Filadélfia atingiu 8 pontos em junho, ante 21,4 pontos em maio, segundo informou o Federal Reserve (Fed, banco central dos EUA) da região da Filadélfia. O dado veio bem abaixo do espero pelos analistas, que era de 20 pontos.

O índice de indicadores antecedentes nos Estados Unidos, por sua vez, obteve variação positiva de 0,4% em maio, a mesma apurada em abril. Os analistas estimavam alta de 0,5%.

(Redação - Agência IN)