SUS planeja reduzir custos com Plano de Banda Larga

SÃO PAULO, 16 de junho de 2010 - O Sistema Único de Saúde (SUS) será um dos principais beneficiários do Programa Nacional de Banda Larga (PNBL), lançado pelo governo para massificar e reduzir os custos da internet de alta velocidade no Brasil.

A secretária-executiva do Ministério da Saúde, Márcia Bassit, afirmou que a redução dos custos e o alcance do serviço a unidades de saúde das regiões mais remotas do País permitirão melhorias e ampliação dos serviços prestados aos usuários do SUS, com maior agilidade no atendimento e a marcação, online, de consultas, exames e outros procedimentos. Será possível também massificar o uso da internet para a realização de teleconferências, treinamentos de agentes de saúde, divulgação de informações sobre prevenção e tratamento de doenças.

O Departamento de Informática do Ministério da Saúde (Datasus) já está preparado para atender o esperado aumento de demanda por serviços de informática. Segundo o diretor do departamento, Luis Gustavo Loyola, o Ministério da Saúde investiu R$ 26 milhões para ampliar sua rede, de 186 para 700 pontos de conexão, e mais R$ 10 milhões para aumentar sua capacidade de armazenamento e de processamento de dados. Antes, se pagava os mesmos R$ 26 milhões para a manutenção dos antigos 186 pontos.

O Ministério da Saúde iniciou o processo de modernização tecnológica em 2009. O projeto, em fase final de implantação, deixa a infraestrutura de tecnologia em condições de atender à demanda atual e também ao aumento de serviços decorrentes da banda larga. "A modernização da rede exigiu a reconstrução da arquitetura de serviços para permitir a conexão com outras redes, como as das secretarias estaduais e municipais de saúde. A estrutura em implantação permite ampliar os serviços oferecidos à população. Por exemplo, todas as centrais de transplantes estão agora conectadas. É um ganho para a população", explica o diretor do Datasus.

Com os 700 pontos de rede de comunicação, o Ministério consegue atender a todas as suas unidades, que antes não tinham acesso. Além disso, houve migração da tecnologia para MPLS, que permite melhor qualidade e racionalidade do serviço. Antes toda comunicação entre os núcleos estaduais de saúde passava por Brasília. Agora, um núcleo pode falar diretamente com outro. "A rede está preparada hoje para interligar todas as centrais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência) para transmissão direta de informações à central nacional", informa Loyola.

(Redação - Agência IN)