Rumor na Espanha e indicadores propagam cautela no Ibovespa

São Paulo, 16 de junho de 2010 - Após subir 1,4% na sessão anterior, a volatilidade prevalece no Ibovespa diante de especulações em torno da Espanha e também de indicadores econômicos negativos nos Estados Unidos. Com isso, há pouco, o índice acionário subia 0,06%, aos 64.478 pontos. O giro financeiro da bolsa estava em R$ 2,630 bilhões.

Nem mesmo o desempenho positivo das ações preferenciais da Vale e Petrobras, que possuem maior peso no índice, consegue reverter o terreno negativo. Momentos atrás, elas avançavam 0,16% e 1,31%, respectivamente.

Para Roberto Alem, economista da M2 Investimentos, como nos próximos dias o mercado terá mais informações sobre a capitalização da Petrobras, os papéis operam de lado.

Na contramão, segundo Alem, os segmentos que ajudam a pressionar o Ibovespa para baixo são o bancário, telecomunicações e siderurgia, refletindo questões pontuais do ramo. Há pouco, as ações do Itaú Unibanco (PN) perdiam 0,53%, enquanto que as da Telemar (PN) desciam 2,48% e as da Gerdau (PN) cresciam apenas 0,39%.

Dentre as mais negociadas da sessão, vale destacar o comportamento dos papéis da Marfrig, cuja desvalorização chegava a 0,85%. A Marfrig Alimentos aprovou ontem a aquisição de 100% da participação da Keystone Foods, pelo valor de US$ 1,260 bilhão. Com isso, a companhia informou hoje que aumentará as vendas de proteína à Keystone.

No noticiário internacional pesa sobre os negócios os rumores de que a União Europeia (UE) e o Fundo Monetário Internacional (FMI) preparam um plano de resgate para a Espanha de ? 250 bilhões. As autoridades negaram a informação.

Além disso, nos Estados Unidos o dia não foi de boas notícias. O mercado reage negativamente ao índice que avalia a construção de casas no país. O índice caiu 10% em maio deste ano, e o número de licenças para construção de casas recuou 5,9% no período contra o mês anterior. "Os números vieram bem abaixo do esperado por analistas, refletindo nas bolsas", acrescentou o economista da M2 Investimentos.

Já a produção industrial norte-americana ficou acima do projetado, no entanto, não teve forças para alterar o humor dos agentes. O indicador subiu 1,2% em maio deste ano, frente ao mês anterior. A utilização da capacidade instalada da indústria cresceu para 74,7% em maio de 2010.

(Déborah Costa - Agência IN)